Comerciantes do bairro Prado Velho, em Curitiba, estão apreensivos com delitos cometidos por menores. Histórias de arrombamentos de automóveis e lojas não faltam nos relatos de quem trabalha na região. Um totem da Polícia Militar foi instalado na rua Comendador Roseira, perto da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC/PR), uma tentativa de coibir ataques aos estudantes.
Marco Aurélio Teixeira de Freitas, dono de uma pastelaria, notou que a clientela diminuiu por causa dos assaltos que os universitários sofrem na saída das aulas. Há um mês, o estabelecimento de Freitas foi arrombado. Os ladrões levaram um forno de microondas e cigarros. O prejuízo foi de R$ 700,00, incluindo o conserto da porta.
‘‘Aqui já entrou muita gente que estava sendo perseguida por gangues’’, diz Freitas. O funcionário de uma vídeo-locadora, Eduardo Oliveira, conta que adolescentes, sempre em grupos, se organizam para agir no bairro.
A colega de Oliveira e também funcionária da locadora, Shumara Zamile, acredita que no verão a incidência de crimes pode aumentar. Ela diz que muitos comerciantes entram em férias, elevando o risco de furtos para aqueles que ficam com as portas abertas.
Em dias de vestibular ou eventos na PUC, quando as ruas das imediações ficam tomadas por veículos, os arrombamentos de carros são comuns. ‘‘Roubam os toca-fitas dos carros descaradamente e ainda pedem para não chamar a polícia’’, diz o gerente de um posto de combustível, Robson Ribeiro. Segundo ele, a maioria dos responsáveis pelos furtos são menores de 18 anos. Ribeiro afirma que se sente desestimulado em denunciar os casos porque os autores não ficam presos. Ele também teme represálias.
O chefe do Comando do Policiamento da Capital (CPC), coronel Justino Henrique de Sampaio Filho, disse que não sabia dos casos de arrombamentos em carros e lojas do bairro. Ele anunciou que vai estudar o caso para tomar providências contra a criminalidade no Prado Velho.

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