Menor volta atrás e caso de estupro é arquivado
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terça-feira, 07 de abril de 1998
Lucinéia Parra e Sid Sauer 
A menor L.R.B., 13 anos, confessou anteontem, na Delegacia da Mulher de Maringá, que não foi estuprada, mas que manteve relação sexual com o namorado. A garota prestou queixa na delegacia no dia 24 de março afirmando que teria sido estuprada quando voltava para casa depois de ter frequentado o colégio. O estupro teria ocorrido na véspera. L.R.B. prestou queixa junto com os pais, mas acabou levantando suspeitas sobre a verdade dos fatos narrados no primeiro dia de investigação policial.
Acompanhada de policiais, L.R.B. foi até o local onde teria ocorrido o estupro, numa casa de madeira, no Conjunto Parque Hortência I. No local funciona uma marcenaria e os funcionários desmentiram a menina, afirmando que no horário que teria acontecido o estupro todos estavam trabalhando. Ela então disse que estava confusa porque no momento da abordagem do suposto agressor ele teria colocado um lenço com cheiro horrível e forte no rosto dela.
Anteontem, L.R.B. foi novamente na delegacia e disse que mentiu sobre o estupro. Segundo a escrivã-chefe da Delegacia da Mulher, Marisa Cácia de Almeida, a menina disse que manteve relação sexual com o namorado, na casa dela, enquanto os pais estavam trabalhando.
O namorado de L.R.B. tinha sido convocado para depor na delegacia esta semana. L.R.B. não revelou por que mentiu. Talvez ela tenha ficado com medo de uma gravidez e inventou essa história para os pais, disse Marisa. O mecânico Daniel Neves de Oliveira, 23 anos, está sendo acusado de estuprar a cunhada, C.L.S., de 9 anos. A acusação foi feita ontem cedo na 16ª Subdivisão Policial, em Campo Mourão, pela própria mulher de Oliveira, a também menor A.S.S.C., de 15 anos. O mecânico foi preso por volta das 10h30 e confessou que manteve relações sexuais com a cunhada. Exame médico também comprovou o estupro.
Oliveira contou à polícia que havia brigado com a mulher e passou o dia fora. Ao voltar para casa, por volta das 22 horas, encontrou a cunhada sozinha. Os três moravam juntos. O mecânico, então, teria convencido C.L.S. a ir com ele em outra casa, num bairro próximo e a violentou quando ela já estava dormindo.


