O menor A.S.M., 17 anos, acusado de atropelar e matar o menino Cleverson Willyan Abreu Felippi, 7 anos, foi indiciado ontem por homicídio doloso,
direção inabilitada e lesão corporal. A delegada Nilcéia Ferraro da Silva, da Delegacia do Adolescente, julgou que a atitude do menor contribuiu para a tragédia. A avó de A.S.M., a doméstica Maria de Lurdes Maciel, 59 anos, foi indiciada por homicídio culposo. Maria é acusada de permitir que A.S.M. dirigisse sem habilitação. O pai do menor morreu há nove anos e desde então ele vive com a avó. O acidente ocorreu no domingo, no bairro Pinheirinho, em Curitiba. Outro menino, Elinton da Silva, 6 anos, também foi atropelado, mas não teve ferimentos graves. O menor está detido desde anteontem, quando se apresentou, e pode pegar no máximo três anos de prisão.
Com medo de ser presa também, a doméstica disse que está constrangida e triste. Sem nunca ter tido problema com a polícia, Maria disse jamais ter entrado no carro que o neto comprou por R$ 500,00 e que pediu diversas vezes para que ele não dirigisse. Maria falou jamais ter acreditado que uma tragédia pudesse ocorrer. ‘‘Nestes casos pagamos mais pela omissão do que pela ação’’, disse o delegado-adjunto da Delegacia de Delitos de Trânsito, Artem Dach, que indiciou Maria.
A mãe do menino que morreu, Rosilda Abreu, 29 anos, disse que o acidente ‘‘destruiu a vida da família’’. Segundo ela, o pai de Cleverson, Adilson Felippi, 25 anos, está inconsolável. Rosilda disse que tenta ser forte para ajudar o marido. ‘‘Choro só quando estou sozinha’’. O casal deixou de viver na antiga casa da família e passou a morar na casa dos pais de Adilson.

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