A Polícia Civil de Nova Esperança abriu inquérito para apurar se houve ou não responsável (ou responsáveis) pela morte da menina Juliane Soares dos Santos, 14 anos, ocorrida às 7 horas de ontem no hospital Santa Casa de Misericórdia de Maringá. Juliane foi encontrada desacordada às 3 horas na piscina do Clube Campestre de Nova Esperança, que realizava um baile de Carnaval.
O delegado Nilson Rodrigues da Silva quer saber se Juliana caiu, se atirou por vontade própria ou se foi empurrada na piscina. Hoje e amanhã o delegado vai ouvir diretores e funcionários do clube e foliões.
No Hospital Municipal de Nova Esperança, os médicos conseguiram reanimá-la. ‘‘Ela chegou aqui cianótica (roxa), com a pressão a zero e batimentos cardíacos entre 10 e 20 por minuto. Com remédios e massagens, conseguimos reanimá-la. Em casos que a pessoa engole muita água, pulmão e coração sofrem muito. Fica difícil a troca de oxigênio. Por isso, a enviamos à Santa Casa de Maringá. Duas horas depois (7 h) fomos avisados de sua morte’’, explicou o médico Juarez de Oliveira.
Portaria do Juizado do Menor e do Adolescente proibiu a permanência em bailes noturnos de Carnaval de menores de 16 anos desacompanhados dos pais ou responsáveis. O diretor do Clube Campestre José Moreira garantiu que Juliane estava desacompanhada: ‘‘Isto foi uma irresponsabilidade dos pais. Muitos menores participaram do baile de ontem. Não sei se ela foi empurrada na piscina, mas vamos descobrir. Só sei que ela saiu daqui (do clube) bem. Só estava um pouco tonta’’.
Segundo relatório do investigador de polícia José Carlos dos Santos, a mãe de Juliane não queria que ela fosse ao baile. Santos descobriu que a menina teria ido dormir na casa do avô. De lá, ela e outras amigas foram ao baile.
Segundo o médico Juarez de Oliveira, ‘‘se Juliane bebeu álcool foi muito pouco. O que causou sua morte foi ter ficado tanto tempo (ele não sabe precisar quanto) na piscina’’.
Juliane foi a segunda pessoa a morrer nas dependências do Clube Campestre de Nova Esperança em menos de 90 dias. Há três meses, Alceu Coradini Júnior, de 16 anos, morreu durante um jogo de futebol. Ele levou um chute no pescoço que fraturou a base de seu crânio.

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