Menor fugitivo é prioridade da polícia
Telma Elorza
De Londrina
O delegado da Polícia Civil de Ibiporã, Antônio Zuba de Oliva, afirmou ontem que os dois homens que invadiram a cadeia daquela cidade, na manhã de domingo, e libertaram oito presos tinham como objetivo resgatar o adolescente J.D.P., 17 anos, o mais perigoso de todos os fugitivos. Segundo Zuba de Oliva, estão sendo feitos todos os esforços para recapturar o menor, inclusive com a participação do Grupo de Diligências Especiais (GDE). Esta é a nossa prioridade número 1, afirmou.
Ontem pela manhã, o foragido Flávio Henrique de Lima se apresentou na delegacia, depois de passar 24 horas em liberdade, elevando para três o número de recapturados. Estão sendo procurados ainda Roni Peterson de Bastos, acusado de roubo; Daniel Jorge Pereira Costa, acusado de latrocínio (roubo seguido de morte); Alexandre Leal, acusado de estupro; e Ricardo Rodrigues dos Santos, acusado de roubo; além do menor J.D.P.
O delegado descartou a hipótese de que os investigadores Milton de Oliveira e Aparecido Ferraz tivessem facilitado a fuga dos oito presos. Quando uma arma é apontada para sua cabeça, você entrega até a mãe. Esta possibilidade está totalmente descartada, afirmou. Segundo ele, o que aconteceu é que os invasores estavam bem preparados para cumprir com seu objetivo.
A ação dos dois homens mascarados ocorreu por volta das 8h30 de domingo, na hora da troca do turno de segurança. Os investigadores Oliveira (que chegava ao serviço) e Ferraz (que terminava seu turno) foram rendidos pelos dois invasores que, armados com pistolas de pequeno calibre, pularam o muro para entrar na delegacia. Os dois investigadores foram presos em uma cela e todos os 28 presos liberados. Vinte deles se recusaram a fugir. A maioria dos presos cometeu crimes pequenos, como furtos e estelionato, e preferiu não complicar sua situação, explicou Zuba.
O caso do menor J.D.P., porém, foi exceção. Aliás, ele nem é de Ibiporã, é de Londrina e foi apenas preso aqui. Daqui, iria ser reencaminhado para a Escola Correcional Queiróz Filho, em Curitiba, explicou o delegado. De acordo com Zuba de Oliva, o menor tem uma extensa ficha criminal. Zuba de Oliva justifica o fato de o menor estar na cadeia com outros presos porque Ibiporã não conta com um órgão especializado para detenção de menores, já que não haveria demanda. Eles ficam em celas separadas, justificou.





