Até outubro do ano passado, todos os adolescentes (12 a 17 anos) apreendidos pela polícia em Londrina eram encaminhados para o extinto Serviço de Triagem, Recepção e Encaminhamento de Menores (Setrem), que funcionava junto ao 2º Distrito Policial de Londrina. O destino dos menores infratores mudou com a construção do Ciaadi, na zona sul, próxima ao Hospital Universitário (HU).
No Ciaadi, é feita triagem, com relato do caso e histório social do adolescente. No mesmo dia, ou no máximo no dia seguinte, o adolescente é apresentado à Promotoria da Infância e Juventude, onde é feita a ‘‘oitiva’’, ou a entrevista com o promotor. A partir deste contato é decidido se ele é ou não liberado.
O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) prevê casos de internação quando se trata de crime com violência ou ameaça contra terceiros, tráfico de drogas ou quando o adolescente tem mais de três passagens.
No caso de internação, é aberto processo contra o adolescente, que deve durar no máximo 45 dias para ser concluído. Durante este período, ele ficará internado no Ciaadi. Se condenado, sofrerá ‘‘medidas sócio-educativas’’, definidas pelo ECA.
A ‘‘pena máxima’’ aplicada contra o adolescente seria o encaminhamento para o Educandário São Francisco, em Curitiba, onde ele ficaria internado para recuperação. Uma reavaliação, para saber se ele pode ou não ser liberado, seria feita a cada seis meses.

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