Menor é pega com certidão falsa e acusa vereador
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quarta-feira, 04 de setembro de 2002
Sid Sauer<br> Equipe da Folha 
Nova Cantu - O vereador Edevaldo Luiz Rando, o Catito (PFL), de Nova Cantu (130 km ao sul de Campo Mourão), está sendo acusado pela menor R.V.M., 16 anos, de ter cobrado R$ 200,00 para conseguir uma certidão de nascimento falsa para ela poder trabalhar em uma boate. A acusação foi feita em depoimento que R. prestou na delegacia de Mamborê. Catito negou a ontem a acusação e disse que nunca viu a menor.
R. foi descoberta no final de semana trabalhando em uma boate de Campo Mourão. O caso resultou na prisão de uma funcionária da boate. A denúncia de que R. era menor de idade foi feita ao Conselho Tutelar de Mamborê. Na delegacia, a menor confirmou o uso de uma certidão de nascimento falsa e inocentou a direção da casa noturna.
R. disse que ficou trabalhando de 8 de julho a 15 de agosto em uma lanchonete às margens da BR-369, em Ubiratã, e teria sido o dono do estabelecimento que a levou para Nova Cantu para conseguir os documentos falsos. Segundo ela, outras duas menores - J.O.B., 15, e J.O., 16 - também falsificaram documentos com Catito.
Ainda no depoimento, R. afirmou que o vereador cobrou R$ 200,00 de cada documento falso. ''Isso para mim é novidade. Não sei quem é essa menina... Não tenho conhecimento de nada disso'', disse Catito.
O vereador trabalhou no cartório de Nova Cantu por cerca de 20 anos. O dono do cartório, o ex-prefeito Walmick Pereira, afirmou que Catito foi demitido em 1998. A Folha apurou que a demissão foi causada por irregularidades no trabalho, incluindo falsificação de documentos. Pereira, que é cunhado de Catito, não quis falar a respeito.


