Menor é assaltado dentro de elevador
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 31 de janeiro de 1997
Edmara Michetti 
Marcos BorgesPente-finoA PM vistoriou todo o prédio, inclusive proibiu o uso do elevador, mas ninguém foi encontradoNem mesmo dentro de elevadores as pessoas estão livres dos ataques de ladrões. Ontem, um grupo de seis rapazes usou o elevador do Conjunto Nacional, edifício comercial na rua Pernambuco (centro), para fazer mais uma vítima. O assalto foi às 15h30. Segundo a Polícia, eles levaram R$ 11 mil em dinheiro. A vítima foi o filho de um empresário do prédio que retornava de um banco.
O empresário não quis ser identificado e não permitiu que identificassem o filho, que é menor de idade e aparenta ter 14 ou 15 anos. Ele também se recusou a informar a quantia levada pelos ladrões.
O pai diz que o menino estava sozinho no elevador quando foi cercado pelo grupo. Um deles disse que estava armado, apontando um possível revólver por dentro da camisa. Eles disseram para o meu filho que ele poderia não acreditar, mas morreria se não desse o que tinha, contou o empresário. O menino, segundo o empresário, não viu a arma, não conseguindo dizer se era faca ou revólver.
De acordo com os policiais, o menino não identificou os ladrões, dizendo apenas que eram cinco menores e um maior de idade. Com a suspeita de que o grupo ainda estivesse no prédio, a PM impediu o uso dos elevadores enquanto vistoriava todo o edifício. São 120 salas, divididas em 5 andares. O trabalho demorou cerca de meia hora. Ninguém foi encontrado.
O porteiro do Conjunto Nacional, Newton Marques dos Santos, acredita ter visto dois dos ladrões. Ele diz que chegava com uma mulher quando dois rapazes saíram correndo. Nem pensei que pudesse ser ladrão porque aqui a rapaziada sempre sai e entra correndo, mas daí estava cheio de gente e suspeitei, disse. Eles devem ter descido pelas escadas porque o elevador demora muito.
O porteiro diz ainda que o menino roubado teria descido no 11º andar. Ele não soube informar se a sala do empresário fica no 9º ou 10º andar. De acordo com o porteiro, este foi o segundo assalto no local. O outro foi, segundo ele, há pouco mais de seis meses, quando cinco ou seis pessoas reviraram uma das salas. Ele não se lembra de detalhes.


