O menor M.O., 16 anos, registrou queixa na 9ª Subdivisão Policial de Maringá contra a Universidade Estadual de Maringá (UEM) pela exposição de sua fotografia em uma das guaritas do campus, identificando-o como suspeito de furto. Ele estava acompanhado da conselheira Ângela Regina Ramalho Xavier e da avó, Maria Esmeralda de Oliveira. Na delegacia, M.O. afirmou que em maio foi acusado pela UEM de ter furtado uma bolsa de um funcionário.
No último dia 11, um amigo de M.O. viu uma foto dele afixada em na guarita de entrada da UEM. Conforme o amigo, sobre a foto estava escrito o nome de M.O. e uma frase de advertência, considerando-o suspeito do furto ocorrido em maio. Além disso, a fotografia do menor estava ao lado de um infrator. O fato foi comprovado pelo próprio M.O., que compareceu na guarita acompanhado da conselheira do Conselho Tutelar da Criança, Ângela Regina. Ela solicitou a retirada imediata da fotografia do menor.
Na delegacia, onde foi feito um termo circunstanciado, a UEM foi enquadrada por ter infringido os artigos 17 e 247 da Lei 8069/9, do Estatuto do Menor, que asseguram a preservação da imagem e da identidade e não divulgação de procedimentos policiais e administrativos que atribuam atos infracionais relativos a menores.
De acordo com o prefeito do campus da UEM, Sérgio Lauer Amaral Camargo, a foto foi afixada na parte interna da guarita apenas como medida de precaução para que os vigias pudessem identificar os suspeitos de furtos. ‘‘Nos últimos meses estavam ocorrendo muitos furtos dentro da UEM e tivemos a iniciativa de fazer fotos das pessoas detidas sob suspeitas’’, disse.

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