Menor confessa homicídio de jovem
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terça-feira, 25 de março de 2003
Telma Elorza<br>Reportagem Local 
A Polícia Civil de Londrina já sabe quem matou Rodrigo Aparecido de Souza, 20 anos, assassinado na noite do último sábado dentro do mercado onde trabalhava, no Jardim São Jorge (zona norte). O menor A.S.M, 17 anos, se apresentou ontem de manhã ao delegado do 5º Distrito Policial, José Arnaldo Peron, e confessou ter disparado um tiro de espingarda calibre 28, à queima-roupa, nas costas de Souza. Segundo o delegado, o menor teria atirado por acidente.
Peron disse que os investigadores do 5º DP, através de diligências, teriam encontrado a namorada de um dos envolvidos no crime, Alexandro Muniz Freitas Rebec, 19 anos, que está foragido. Na casa dela foram encontradas fotografias de Rebec e dos menores A.S.M e C.S.N, 16 anos, o Kiki, também envolvido no assassinato. Uma das fotografias mostra A.S.M com um revólver 38. Os dois menores teriam passagens pelo Centro Integrado de Atendimento ao Adolescente Infrator (Ciaadi) e o maior já teria sido preso na Casa de Custódia de Londrina (CCL). ''Mas ainda não sei porquê, estou levantando a ficha'', explicou o delegado.
De acordo com Peron, a história que o menor contou aponta um latrocínio. Segundo ele, os três entraram no mercado para roubar, renderam Souza, que trabalhava no local como segurança, e o levaram para os fundos. ''A.S.M estaria com a espingarda e o outro menor com um revólver. Mas, segundo o A.S.M, como fazia pouco tempo que estava com a espingarda, ainda não sabia manipulá-la direito. Ao dar um empurrão em Rodrigo, a arma teria disparado'', disse. Segundo ele, depois que o segurança caiu, Alexandro teria aproveitado para roubar a arma que estava com ele.
Uma segunda versão para o crime ainda está sendo investigada, mas o delegado não quis antecipar qual seria. De acordo com ele, os próximos depoimentos a serem tomados podem confirmar ou refutar essa hipótese de vez. Até sexta-feira, Peron pretende concluir o inquérito e representar pela preventiva de Alexandre e apreensão dos menores.
Quanto ao desempregado Juliano Rezende dos Santos, 23 anos, encontrado morto numa rua do Assentamento Novo Amparo (zona leste da cidade) na mesma noite de sábado, Peron disse que ainda não há nada concreto. Segundo ele, já alguns suspeitos mas a equipe ainda está investigando.


