Meninos ficam mais alcoolizados
Londrina - Júnior César Palomar também é taxista no período noturno e como fica em um ponto próximo a um bufê na zona oeste, sempre atende ao público das festas e dos eventos realizados no Parque Ney Braga. Ele também percebeu um aumento na procura depois da nova lei, mas diz que algumas pessoas já estão ficando mais relaxadas, devido à falta de fiscalização. "Acho que o pessoal perdeu um pouco o medo, mas atendo muitos jovens, principalmente as moças. Em geral o pessoal já combina a ida e a volta e tenho vários clientes fixos para o final de semana. Percebo também que os meninos ficam mais alcoolizados do que as meninas e costumam dar mais trabalho. Só teve uma vez que vomitaram no meu carro e tive que parar de trabalhar para mandar lavar no dia seguinte. Em geral o pessoal só fica pedindo para parar o carro. Mas é complicado, porque se tiver que mandar lavar o estofado fica mais caro", conta.
Palomar só não permite que o cliente entre no carro com bebidas alcoólicas, devido a uma má experiência. "O cara entrou com um copo de cerveja e derrubou. Não tive como lavar e o carro ficou com aquele cheiro. Quando fui pegar outro passageiro, ele achou que eu estava alcoolizado, não quis entrar no carro e chamou a polícia. Tive que fazer o bafômetro para continuar trabalhando", relembra.
O taxista diz que ainda é comum ver as pessoas dirigindo após beber, inclusive segurando garrafas ou latinhas de cerveja enquanto estão ao volante.(E.G.)





