Meninos estão mais propensos
O trauma é uma das principais consequências dos acidentes de um modo geral, inclusive dos que ocorrem dentro de casa, segundo o médico Lúcio Marchese, chefe do setor de Cirurgia Pediátrica do Hospital Universitário (HU). No caso de acidentes domésticos, Marchese enumera, pelo menos, quatro fatores que favorecem sua ocorrência: idade, sexo, domicílio e condições sócio-econômicas.
De acordo com a idade, as crianças apresentam diferentes comportamentos e traumas: primeiro engatinham, depois andam, correm, passam a usar bicicleta, e assim sucessivamente, comenta. Os perigos variam de acordo com a fase. Marchese informa que os acidentes ocorrem, principalmente, na faixa etária de 1 a 6 anos, quando a criança precisa ser constantemente vigiada.
A história de que os meninos são mais peraltas que as meninas é confirmada por estudos relatados por Marchese. Desde cedo já se observam diferenças de comportamento entre eles. Os meninos são mais propensos a acidentes. Segundo ele, o suicídio infantil chega a ser três vezes mais frequente em meninos que em meninas, assim como o afogamento é 2,5 vezes mais comum também entre meninos.
O tipo de domicílio também acaba condicionando determinados tipos de acidentes. Como exemplo, Machese cita a aspiração de grãos nas zonas rurais e o afogamento em piscinas em casas de famílias mais abastadas. Por último, e considerado o mais importante, ele comenta a condição sócio-econômica: Quanto maior o nível de pobreza mais acidentes domésticos ocorrem com as crianças, porque elas não mal cuidadas, negligenciadas. Os filhos de mães adolescentes também estão sujeitos a acidentes pelos mesmos motivos.





