Curitiba - Os onze Meninos de Angola, um coral de jovens cegos entre 15 e 20 anos, que chegaram em Curitiba em 2001, viraram alvos de uma polêmica envolvendo o Itamaraty nesta semana. Eles foram trazidos e mantidos no Brasil pela Fundação Eduardo dos Santos (FESA), para estudar. A entidade comunicou na quinta-feira que os jovens deveriam voltar ao país de origem ainda ontem. De acordo com o presidente do Instituto Paranaense dos Cegos (IPC), Manoel Cardoso dos Passos, o IPC estaria pronto para arcar com as depesas dos jovens angolanos, se o problema para mantê-los no Brasil for financeiro. ''Alguns estão fazendo a faculdade e outros terminam em breve o ensino médio. Nós assumiremos os custos deles, com o apoio da sociedade, que nos ajuda'', conta Passos. Eles vieram para Curitiba há oito anos com objetivo de estudar e aprender mais sobre música. Segundo Passos, o governo do Estado se mostrou solidário à causa dos angolanos, bem como o Ministério das Relações Exteriores, que se comprometeu em tentar manter os jovens no Brasil por mais algum tempo. A reportagem procurou a Fundação Eduardo dos Santos, com sede no Rio de Janeiro, mas não conseguiu contato.

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