O menino Maicon dos Santos, 6 anos, reconheceu ontem à tarde no 5º Distrito Policial (DP) de Londrina a pessoa que teria incendiado sua casa, no Patrimônio Heimtal (zona norte), no dia 18. No incêndio, ocorrido por volta das 16 horas, a menina Ketlyn Amanda de 4 anos, irmã de Maicon, morreu carbonizada. O incêndio ocorreu por volta das 16 horas.
O menino fez o reconhecimento por intermédio de um visor aberto em uma porta, onde do outro lado se encontrava o suspeito, João Cozzo. ‘‘É ele mesmo, mamãe. É o mesmo homem que colocou fogo na minha casa’’, afirmou com voz mansa. No momento do reconhecimento ele estava acompanhado da mãe, Roseli Aparecida dos Santos, e do delegado Edson Grasagrande, que investiga o caso. As suspeitas de que o incêndio foi criminoso partiram de um laudo do Instituto de Criminalística, que encontrou no local uma lata de solvente.
No momento do incêndio estavam na casa apenas Ketlyn e o irmão. Maicon disse que um homem com braço quebrado, (que esteve no velório da irmã) foi quem jogou o solvente na casa e depois pôs fogo. Naquele momento, ele foi identificado como sendo João Cozzo, conhecido na região por viver constantemente embriagado. ‘‘Eu sou um homem que não faz mal para ninguém. No momento do incêndio eu estava na casa de uma irmã. Como eu ia colocar fogo se eu estava com o braço quebrado’’, afirmou o suspeito. O delegado Casagrande disse que tomou informalmente as declarações de Maicon e ouviu João Cozzo, que depois foi posto em liberdade. Casagrande disse que vai checar as declarações do suspeito, principalmente onde ele estava na hora do incêndio.
Maicon falou à Folha de como teria visto o suspeito incendiar sua casa: ‘‘Pelo buraco da janela eu vi o homem com uma lata na mão e um fósforo. Ele jogou uma coisa que parecia água nas paredes e depois acendeu fogo num papel. Ele demorou para acender o fósforo porque estava com o braço engessado. Eu gritei para minha irmã e saí para fora da casa. Eu vi o homem sair correndo e pular a cerca... Minha irmã não saiu para a rua. Acho que não me ouviu’’.Paulo WolfgangInvestigaçãoO menino Maicon olha através do visor, acompanhado do delegado Edson Casagrande e da mãe, RoseliPaulo Ubiratan

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