Apontado na semana passada como potencial suspeito de sequestrar a menina Luana Oliveira Lopes, de 8 anos, em Prado Ferreira (53 km ao norte de Londrina), o pintor Adriano da Silva, 25, não foi identificado como autor do crime pelo irmão da vítima, Diego, 10, no reconhecimento oficial realizado durante toda a manhã de ontem, em Centenário do Sul. O crime completa hoje dois meses.
Preso na semana passada pela polícia do Rio Grande do Sul (RS) pelo suposto assassinato de 12 meninos do interior do Estado, Silva se tornou suspeito de ter levado Luana depois que seu irmão o reconheceu por meio de um fax apresentado a ele por policiais militares de Florestópolis. No procedimento de ontem, contudo, foram expostas fotos do paranaense junto com as de 27 outros homens semelhantes a ele e com passagens pela polícia.
''Das 28 fotos, o Diego apontou três que se assemelhariam ao verdadeiro sequestrador nenhuma delas, contudo, que fosse a do Adriano'', afirmou o delegado interino de Porecatu, José Vitor Pinhão. De acordo com ele, dois detalhes do rapaz relatados pelo menino ajudaram a afastar ainda mais a suspeita: a pele clara e uma cicatriz média no antebraço direito, sem tatuagem alguma. Conforme o boletim de ocorrência lavrado em Lagoa Vermelha (RS), onde Silva prestou depoimento, o preso é mulato e tem tatuagens em ambos os braços. ''A princípio descartamos a suspeita, mas no depoimento ele contou que teria a ajuda de um amigo, caminhoneiro, na execução das crianças'', completou o delegado.
O Serviço de Investigação à Criança Desaparecida (Sicride) também acompanhou o reconhecimento oficial ontem de manhã, com dois investigadores e duas psisólogas. Entretanto, a delegada titular Márcia Tavares não confirmou a informação de que haveria um colega de Silva possivelmente suspeito. Na próxima semana, ela adiantou, uma equipe do Serviço viaja ao RS junto com policiais de Porecatu e Londrina para conversar com Silva. De Porto Alegre, o chefe do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), João Paulo Martins, disse ontem que Silva recuou e agora assume oito, e não mais 12 homicídios.

mockup