Cornélio Procópio
O médico legista Antônio Carlos de Queirós, do Instituto Médico-Legal de Londrina, encaminhou anteontem para o laboratório de toxicologia em Curitiba os material recolhido do corpo do garoto André Caetano, 7 anos, de Ibaiti (94 quilômetros ao sul de Jacarezinho). O menino morreu na manhã de segunda-feira após uma convulsão, possivelmente resultante da ingestão de bebida alcoólica. O resultado do laudo deve ser divulgado em 30 dias.
Segundo a tia de André, Aparecida Donizete do Prado, domingo a família foi fazer um pic-nic com a comunidade do bairro Campinho (a 50 quilômetros de Ibaiti), onde estão morando há 14 dias. À tarde, os pais foram passear a cavalo e deixaram o menino brincando no local.
‘‘Quando voltaram, disseram a eles que alguém tinha dado bebida para o menino. Minha irmã não sabia a quantidade que ele teria ingerido e nem quem tinha oferecido a bebida’’, disse. Segundo ela, o garoto tinha bronquite e, quando começou passar mal durante a madrugada de domingo, os pais acharam por bem não medicá-lo com o xarope costumeiro.
A mãe de André, Maria Socorro Caetano, 21 anos, afirmou que foi a primeira vez que o menino teve uma crise convulsiva. Durante o velório do menino, Socorro perguntava desesperadamente se alguém tinha feito aquilo por vingança.
O delegado de Ibaiti, Italo César Sega, abriu inquérito. Segundo ele, as investigações dependem muito do laudo de necrópsia. ‘‘Temos que saber se realmente o garoto ingeriu álcool, qual a quantidade ingerida, se seria suficiente para uma crise. Se ele sofreu alguma queda em função da bebida e chegou a bater a cabeça, ou se a morte foi por outro problema de saúde,’, explicou o delegado.

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