Menino de três anos morre de meningite
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segunda-feira, 25 de maio de 2009
Marian Trigueiros<br> Reportagem Local 
Londrina registrou, no último domingo, a primeira morte por meningite bacteriana do ano. A vítima foi um menino de três anos, que foi a óbito poucas horas depois de ter sido diagnosticado com a doença. Ainda não se sabe qual o tipo da bactéria, mas o material colhido (líquor) já foi enviado à Secretaria Estadual de Saúde e o resultado deve chegar na próxima semana.
De acordo com o secretário municipal de Saúde, Agajan Der Bedrossian, este foi o segundo caso de meningite bacteriana registrado em Londrina neste ano. ''Basicamente existem três tipos de meningite: a viral, a bacteriana e a causada por fungo. A mais comum e mais fácil de tratar é do tipo viral. Para se ter uma ideia, no ano passado foram registrados 575 casos por meningite viral no município e nenhum óbito. Já no caso da bacteriana, foram apenas quatro casos e duas mortes. Esta, é bem mais grave'', explicou.
Segundo ele, a família do menino procurou o Hospital Infantil na madrugada de sábado. ''Até então, a única queixa era de vômitos. Ele foi examinado, medicado e liberado, pois não apresentava outros sintomas'', disse o secretário. Por volta das 15 horas do mesmo dia, ou seja, pouco mais de doze horas do primeiro atendimento, o menino já apresentava um estágio grave da doença.
''Ele voltou ao hospital com febre, manchas vermelhas e rigidez na nuca. Confirmado o exame clínico, ele já foi internado, mas o a doença evoluiu muito rápido e ele não resistiu.'' O menino morreu no início da madrugada de domingo. O secretário afirma que, apesar da morte do garoto, não há motivo para os pais ficarem com medo, e defende que todos os procedimentos foram tomados. ''Os casos bacterianos são bem menores. O que ocorreu foi uma fatalidade, a morte tão rápida não é comum.''
Ontem, todas as pessoas que tiveram contato com o menino - cerca de 30 pessoas, entre parentes e colegas de escola - receberam antibióticos e serão monitorados pelos próximos dez dias, em uma medida conhecida como bloqueio. Bedrossian diz que esta é uma forma de diagnosticar futuros possíveis casos, já que a doença é transmitida de pessoa para pessoa. ''Recomendamos a estas pessoas e a qualquer um que apresentar os sintomas que busquem atendimento na unidade de saúde o mais rápido possível'', alertou.


