Apucarana Um menino de quatro anos de idade morreu ontem à tarde, um dia após ser envenenado dentro da própria escola. Na quinta-feira, a criança bebeu uma caixinha de achocolatado, com aproximadamente cinco mililítros de veneno de rato. Ela começou a passar mal, apresentando fortes dores de estômago e vômitos seguidos, e teve de ser internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Santa Helena, em Apucarana.
Segundo a polícia, a auxiliar de laboratório Silmara Castro Santana, 23 anos, confessou ter assassinado a criança para se vingar. O pai do garoto teria desistido do relacionamento extraconjugal há cerca de um mês. ''Foi o que ela disse no depoimento. Em razão do fim do relacionamento, ela disse que decidiu envenenar a criança. E tinha também a intenção de matar a mãe'', relatou o delegado-chefe da 17 Subdivisão Policia, Acácio de Azevedo.
A pedido da família, a identidade do pai um fotógrafo e da criança foram mantidas em sigilo pela polícia. Segundo o delegado, Silmara contratou um mototaxista para enviar uma cesta matinal envenenada para a escola de educação infantil onde o menino estudava. A Folha apurou que ela ligou para a diretoria da instituição se identificando como tia do menino. Ela teria ligado uma segunda vez para confirmar se a cesta havia sido entregue. A mulher do fotógrafo também seria alvo de vingança. ''A intenção era essa, mas quando a cesta chegou na casa dela, o menino já estava passando mal e teve ser levado para o hospital. Foi quando ela desconfiou que os produtos poderiam estar envenenados'', explicou o delegado.
A cesta continha um bilhete assinado com um nome fictício. O delegado disse que vai apurar se a escola teve responsabilidade no caso ao não verificar a procedência da cesta matinal. ''Isso ainda vamos investigar a partir do depoimento dos funcionários da escola'', ponderou. O mototaxista contratado foi identificado e também será ouvido.
Depois da prisão, a polícia apreendeu na casa de Silmara o frasco da substância aplicada no achocolatado na cesta. Segundo o delegado, seria um raticida. O resto da cesta, com biscoitos e outras bebidas, e amostras de sangue da criança, serão enviados para o Instituto Médico Legal (IML), de Curitiba, onde passarão por um exame toxicológico.

mockup