Menino de 12 anos é flagrado com droga
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 29 de novembro de 2007
Luciano Augusto<br> Reportagem Local 
Como a escola não é um oásis no meio do deserto de violência que afeta populações das médias e grandes cidades, também não fica isenta dos problemas que estão além dos seus muros. Prova disso foi a operação realizada ontem de manhã pela Polícia Militar de Londrina, que cumpriu mandados de busca e apreensão contra três adolescentes que estariam traficando nos arredores e dentro de um colégio da Zona Oeste. Um deles tinha apenas 12 anos. Com os jovens foram apreendidas duas armas, drogas e produtos de procedência suspeita.
O comandante da Patrulha Escolar, capitão Nelson Villa Júnior, informou que a operação contou com a participação do Serviço de Inteligência do 5º Batalhão (P2) e visava justamente desmantelar um esquema de venda de droga em um colégio do Jardim Bandeirantes. Segundo a PM, os envolvidos seriam alunos ou ex-alunos da escola.
Os policiais cumpriram um mandado na casa de um jovem de 15 anos, que mora perto do colégio. Ao perceber a aproximidação da PM, ele conseguiu fugir, mas deixou para trás 14 papelotes de pasta base de cocaína. A mãe do menino garantiu ao delegado do Adolescente, Wilian Douglas Soares, que iria apresentar o filho assim que ele voltasse para casa. ''Ela afirmou que desconhecia totalmente que o filho ocultava droga em casa'', apontou. No Jardim Leonor, foi apreendido um outro adolescente de 15 anos. Na casa dele a PM encontrou um revólver calibre 38, uma antiga garrucha, dois telefones celulares e um relógio suiço de procedência suspeita.
Já no Jardim Tókio, os policiais encontraram uma pequena porção de maconha com um menino de 12 anos. ''Não consigo me conformar que um adolescente de 12 anos conte tranquilamente que usa maconha desde o início do ano e que os pais não sabiam de nada'', comentou o delegado.
Segundo capitão Villa, o tráfico envolve as escolas, e consequentemente os alunos, de três formas principais: o aluno-usuário passa a vender drogas para os colegas para manter o vício; o traficante aproveita a fragilidade do aluno que comete ato infracional para que ele distribua droga entre os colegas; ou o traficante instala sua ''boca'' nos arredores do colégio.


