Menino de 12 anos é assassinado a pauladas
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sexta-feira, 21 de março de 2003
Emerson Dias<br>Reportagem Local 
Um menino de apenas 12 anos é a mais jovem vítima da violência em Londrina. Silvano de Oliveira Pelandré foi morto ontem a pauladas em uma invasão na zona sul de Londrina. O corpo do menino foi encontrado por volta das 7h30, em um terreno do Jardim União da Vitória 5 e apresentava sinais de pancadas principalmente na cabeça. Com as mortes do menor e de uma vítima esfaqueada mantida até anteontem no Hospital Universitário (HU), subiu para 56 o número de homicídios ocorridos em Londrina neste ano.
O delegado de plantão da 10 Subdivisão Policial (SDP), Fátimo de Siqueira, foi informado que Pelandré usava drogas e praticava furtos. A família confirmou a informação e disse que ele estava sendo ameaçado de morte há semanas. ''Ele era viciado em crack e roubava há uns três anos. A gente temia que isso pudesse acontecer porque ele era jurado de morte'', lamentou a irmã de Silvano, Celma de Oliveira Pelandré, 18 anos.
Os familiares informaram ainda que o menino havia saído da casa perto das 61h30 de anteontem e não havia dormido em casa. Silvano morava em um barraco, distante 200 metros do terreno, juntamente com outros três irmãos, a mãe e uma prima. Moradores próximos ao local do crime disseram à polícia que não viram nem ouviram nada suspeito durante a madrugada.
Anteontem, o Instituto Médico-Legal (IML) registrou a entrada do corpo de Eliseu Nogueira dos Santos, 46 anos. Ele morreu no HU depois de ficar dois dias internado, vítima de uma facada no abdômen. Segundo relatório do hospital, Santos foi atendido na última terça-feira, depois de ser transportado pelo Siate.
Segundo o delegado-adjunto da 10 SDP, Jorge Barbosa, uma equipe, comandanda pelo delegado-operacional Sérgio Luiz Barroso, foi destacada para as investigações, mas não havia conseguido muitas informações. ''Pelo que eles descobriram, foi na Rua Paraíba com a Sergipe (área central) à noite'', relatou. Segundo ele, por ser uma área comercial, dificilmente vão aparecer testemunhas. (Colaborou Telma Elorza)


