Meningite requer diagnóstico rápido
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segunda-feira, 08 de agosto de 2005
Luciano Augusto<br> Reportagem Local 
A meningite é uma inflação que atinge a membrana do sistema nervoso central suscetível de ocorrer durante todo o ano. Porém, em virtude de ser transmitida de pessoa a pessoa (através de secreções do nariz e garganta), a vigilância e os cuidados devem aumentar nos meses de inverno. Isso porque nessa época do ano, as pessoas tendem a conviver com mais proximidade umas das outras e em ambientes fechados. Em Londrina, um menino de nove anos contaminado pela forma bacteriana faleceu no último domingo depois de ficar 12 dias internado num leito de Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
A chefe da Divisão de Controle de Doenças Imunopreveníveis da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), Nilce Hilda, destaca que há vários tipos de agentes que causam a doença como bactérias, vírus, fungos, parasitas, protozoários, agrotóxicos e até alguns medicamentos. Nilce destaca que para a meningite provocada por bactérias existe vacina eficiente oferecida pelas Unidades Básicas de Saúde que deve ser aplicada em recém-nascidos a partir de dois meses de vida, dividida em três doses. Em Londrina, esta vacina é aplicada gratuitamente desde 1997 e no Paraná desde 2000. Em função dessa prevenção, os casos dessa forma despencaram: da média de 300 casos por ano para apenas dois em 2005.
Já no caso da meningite meningocócica (provocada por 14 tipos diferentes de meningocócos), Nilce afirma que a vacina existente não é suficientemente eficaz e pode desencadear surtos e epidemias. Por isso, é fundamental diagnosticá-la rapidamente para que seja feito um controle eficiente da doença. ''Todas as meningites são importantes e é também importante descobrí-las a tempo'', comenta.
Os primeiros e principais sintomas febre alta, dor de cabeça intensa, vômito, rigidez de pescoço aparecem cerca de 48 horas depois da contaminação. Nilce orienta que o tratamento tem que ocorrer em ambiente hospitalar e a pessoa não deve tomar qualquer medicamento sem prescrição médica. Como nessa época do ano as pessoas tendem a permanecer em ambientes fechados, a especialista indica que é importante permitir a renovação sistemática do ar, deixando portas e janelas abertas por um certo tempo.
Em Londrina, no mês de julho foram registrados dois casos de meningite. Um menino de nove anos que contraiu a forma bacteriana da doença faleceu anteontem depois de permanecer vários dias na UTI do Hospital Infantil. Um outro menino de nove anos que teria contraído a forma viral também passou pelo Hospital Infantil, conseguiu se tratar a tempo e se recupera em casa.
A gerente de epidemiologia da Secretaria Municipal de Saúde, Sônia Fernandes, assegurou que não há motivos para pânico. ''Não ocorreu aumento no número de casos nem concentração anormal. Não tem nada que indique uma situação preocupante, nem surto ou algo parecido'', garantiu. Ela também pediu para que em caso de suspeita, a pessoa deve procurar auxílio médico imediatamente


