A estudante Francile Cristina Gomes, de 14 anos, moradora no Conjunto Violin, zona norte de Londrina, foi atingida na mão, braço e pernas, por fragmentos de chumbo de uma espingarda do tipo cartucheira, enquanto brincava nas margens do Ribeirão Jacutinga, imediações do Heimtal. A agressão aconteceu no dia 21. O pai da menina, Nabor Gomes, registrou queixa no 5º Distrito Policial, mas só ontem divulgou o caso à imprensa.
Franciele contou que, por volta de 16h30, foi ao ribeirão nadar com mais três amigas. Antes de entrarem na água elas ouviram um barulho de tiro vindo da margem oposta do ribeirão, onde, segundo Franciele, existe uma casa. ‘‘Pensamos que fosse um rojão’’, comentou. Um segundo disparo atingiu Franciele e também sua prima, Fabiana Teodoro, de 19 anos, ferida por dois ‘‘chumbinhos’’ na perna. Sangrando, as jovens foram embora sem procurar ajuda. Franciele só contou o caso aos pais à noite.
No Instituto Médico-Legal (IML), foi constatada a presença de chumbo no corpo de Franciele. Segundo Antônio Carlos de Queiroz, médico legista do IML, o caso é grave. Queiroz solicitou um novo exame para o dia 30. ‘‘A mão direita da menina sofreu perfuração mais profunda’’, afirmou. Queiroz disse que, dependendo da distância os projéteis podem até perfurar o crânio.
Franciele não consegue movimentar os dedos da mão direita, que está bastante inchada. Neide Ferreira Cristina Gomes, 40 anos, mãe de Franciele, disse que os médicos recomendaram uma cirurgia para retirada do chumbo.
O delegado Jorge Barbosa, do 5º DP, disse que os policiais estiveram no sítio e intimaram o caseiro, identificado apenas por João, para depor dia 30.

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