Curitiba As meninas P.H.S., de 11 anos, e A.O.L., de 9 anos, que confessaram ter matado uma menina de 4 anos, em Colombo (Região Metropolitana de Curitiba), começaram a ser atendidas ontem pelo Centro de Neuropediatria do Hospital de Clínicas em Curitiba. O crime aconteceu há um mês e 10 dias, mas só agora, segundo a promotora de Justiça da Vara da Infância e da Adolescência, Danielle Thomé, conseguiu-se viabilizar o tratamento psicológico adequado. Desde o crime, as meninas estão num abrigo da Prefeitura de Colombo. Houve uma tentativa de reintegrar uma delas à família, mas de acordo com a promotora não foi possível.
O tratamento psicológico e outras medidas de proteção estão previstos nos artigos 98 e 101 do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). O estatuto não prevê internação no caso de menores de 12 anos. O tratamento psicológico que deveria ter começado imediatamente, será semanal. Um carro do Conselho Tutelar levará as meninas para as consultas em Curitiba.
Segundo a promotora Danielle Thomé, as meninas continuam jogando a culpa uma na outra. Um estudo sobre as condições sociais mostrou que o pai de uma delas morreu na prisão. A mãe também já havia morrido e a menina vivia com a avó, que é alcoolista. A outra garota vivia com a mãe, o padrasto violento e os irmãos.
Para garantir o acesso ao tratamento psicológico, a promotora diz que o ideal é mantê-las no abrigo. As duas viviam em situação de miséria na favela Zumbi dos Palmares. A menina mais velha chegou a dizer à juíza de Colombo, Mila Aparecida Alves da Luz, que resolveu matar a criança porque ela sempre ia em sua casa pedir comida, que já era pouca para sua família. As duas disseram que deram socos, pularam em cima do corpo da menina e a afogaram em uma valeta. O laudo do IML de Campina Grande do Sul acusou, ainda, que a menor foi esganada. Para simular um estupro, as menores introduziram um cabo de vassoura nos órgãos genitais da vítima.

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