Meninas ficaram
tranquilas e
mantiveram diálogo
Apesar de ter sofrido com o sequestro, a família Piovesan informou que não tem nenhuma mágoa com relação aos sequestradores. A tia de Susiane e Viviane, Silmara Fátima Santos, informou que entende os erros cometidos pelos assaltantes e que sabe perdoá-los. ‘‘Todos comentem erros, vamos rezar para que eles se recuperem’’, disse.
Silmara contou que durante todo o período de cativeiro, a família ficou rezando pelas meninas e a empregada. Apesar da aparente calma, os pais somente se tranquilizaram depois de que Susiane foi libertada. ‘‘Foi o sinal que eles se dispunham a negociar’’, comentou. Mesmo tranquilos, eles ainda permaneceram em vigília até que o desfecho final na manhã de ontem.
Ela contou que as meninas se mantiveram serenas durante todo o sequestro. Calmas, foram elas quem tranquilizaram a empregada Alzira Domingues, que por várias vezes teve crises de choro. ‘‘As meninas são muito inteligentes e comunicativas e foram capazes de estabelecer diálogo com os sequestradores.’’
A tia contou que em nenhum momento elas foram agredidas. ‘‘Agradeço os sequestradores de não terem feito nada com elas’’, disse. Silmara Santos afirmou que jovens ainda serão acompanhadas, para verificar se não ficarão marcas emocionais.
A casa da família deve ficar fechada esta semana. Os pais das meninas – Sônia Regina Santos Piovesan e Luiz Hamilton Piovesan – irão para a casa da avô materno – Hilton Santos. Dono de uma rede de supermercados, Santos decidiu ontem manter as lojas fechadas.
Medo O caseiro Jorge Domingues, marido de Alzira Domingues, também decidiu não deixar a mulher voltar para o emprego. Ele a levou para Campo Magro, Região Metropolitana de Curitiba, onde tem uma casa. Foi lá, quando trabalhava, que descobriu a mulher como refém. ‘‘Fui avisado por parentes, que viram a notícia na televisão’’, disse. Chegando às 21 horas de segunda-feira, ele ficou o tempo todo junto com os policiais. Na hora da libertação, ficou feliz e muito emocionado, tanto que não conseguiu falar nada sobre o desfecho. ‘‘Não tenho palavras’’, suspirou.
Ontem, o secretário da Segurança Pública, Cândido Martins de Oliveira, foi visitar a empregada e também a família Piovesan. Ele afirmou que todas as reféns confiaram nos policiais. (I.R.)

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