As meninas são atualmente uma preocupação à parte para o Ministério da Saúde. No Paraná, elas já lideram as estatísticas de jovens convivendo com Aids. A proporção é de aproximadamente 2,3 garota doente para um garoto, segundo o Datasus. Em âmbito nacional elas representam quase metade dos jovens convivendo com Aids.
Segundo o coordenador do Programa Estadual de DST/Aids, Hepatite e Tuberculose, Francisco Carlos dos Santos, a situação envolvendo adolescentes e pré-adolescentes é tão preocupante que este ano a campanha nacional de prevenção, que será realizada em dezembro, terá os adolescentes como foco. No Carnaval, o alvo serão as meninas. ''A incidência entre elas está crescendo de maneira preocupante'', atesta Santos. Ele revela que muitas não usam preservativo na primeira relação e já se infectam. ''Há casos em que isto acontece na pré-adolescência. E até a Aids se manifestar, seguem infectando outras pessoas.''
Levantamento do governo federal mostra que entre os pacientes menores de 13 anos com Aids, a transmissão ocorre em sua maioria por meio da mãe (transmissão vertical), no período gestacional. Entre as mulheres maiores de 13 anos predomina a transmissão sexual (metade dos casos), seguida do contágio por uso de drogas injetáveis. Entre os homens, a transmissão por via sexual representa mais de 50% dos casos, sendo que a prática homossexual é responsável por cerca de 30% desses casos. O contágio por uso de drogas injetáveis representa cerca de 20% das infecções entre os homens. (S.L.)

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