Menina sumida vivia no sítio há 10 dias
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quinta-feira, 21 de maio de 2009
Luciano Augusto<br> Reportagem Local 
Lidianópolis - Ariele Botelho, a garotinha de dois anos que desapareceu de um sítio em Lidianópolis (Vale do Ivaí) na manhã de 15 de maio, tinha se mudado com a família para a propriedade havia 10 dias. Seu paradeiro continua desconhecido e as buscas foram mantidas ontem em toda a região. O caso está sendo investigado pelo Serviço de Investigação de Crianças Desaparecidas (Sicride), que tenta juntar informações para encontrar a menina ou esclarecer seu desaparecimento.
A mãe da garota, Neusa de Assis, contou que a família morava em Manoel Ribas, também no Vale do Ivaí, até 10 dias atrás. Ela e o marido, que trabalha como cortador de cana, teriam decidido se mudar com a filha para o sítio do pai, José de Assis, para que Neusa pudesse cuidar de um problema na coluna, pois lá contaria com a ajuda da irmã, Célia, e da sobrinha de 16 anos.
Sem nenhum problema de saúde e bastante ativa, Ariele vivia correndo e brincando pelo quintal, segundo a mãe. A sobrinha adolescente é quem ficava encarregada de cuidar da criança. Tanto que ela teria sido a última pessoa a sair com a menina. A adolescente relatou que teria tentado levar Ariele para apanhar laranjas mas no meio do caminho a garotinha teria chorado e pedido pela mãe. Ela então teria retornado com a criança para casa e voltado sozinha em direção à laranjeira. ''Depois, eu ouvi a Ariele chorando mas ela parou'', contou a jovem.
A mãe afirma que permaneceu um tempo com a filha na cozinha preparando uma papinha. Num certo momento, Ariele teria saído para fora e quando a mãe saiu não a encontrou mais. Desde então, a criança está desaparecida. A família acionou a Polícia por volta de meio-dia do dia 15.
O Corpo de Bombeiros de Ivaiporã começou as buscas no mesmo dia e chegou a contar com a ajuda de cães farejadores dos Bombeiros de Maringá, mas nenhuma pista foi encontrada. Ontem, os trabalhos continuaram na região do sítio e a intenção era reexaminar todos os lugares já vasculhados.
A equipe do Sicride que assumiu as investigações na quarta-feira ouviu todos os familiares de Ariele - oito pessoas ao todo - que moravam no sítio. O investigador Édson Luiz Facchi reafirmou ontem que o próximo passo será ouvir moradores vizinhos. Ele também destacou que a foto com dados de Ariele já está disponível no site do Sicride. Qualquer informação que possa ajudar a esclarecer o desaparecimento pode ser repassada ao telefone (41) 3224-6822.


