Menina sequestrada volta para a família
Giovani Ferreira
O Serviço de Investigação de Crianças Desaparecidas (Sicride) resgatou ontem a menina Maria Angélica Kanap, de 2 anos, que na última segunda-feira havia sido sequestrada pela mãe biológia, Nilza Aparecida Bueno, de 18 anos. Os investigadores do Sicride encontraram mãe e filha escondidas em um barraco, localizado em uma área de invasão, nas proximidades do bairro Uberaba.
Sob o comando de Nilza, o sequestro contou com a participação de outras três pessoas, que na noite de segunda-feira invadiram a residência do casal Reinaldo e Marisa Kanap, no bairro Soletude, para pegar a menina. Armados com revólveres, os três elementos entraram na casa logo depois de Nilza Bueno ter visitado a filha.
A menor foi doada ilegalmente ao casal Kanap logo nos primeiros meses de vida. Na época, com 16 anos, a mãe biológica doou a criança alegando que não tinha condições financeiras de cuidar da menina. Reinaldo Kanap, que tem outros três filhos homens, aceitou cuidar de Maria Angélica, permitindo que a verdadeira mãe visitasse a menor sempre que tivesse vontade.
Os Kanap chegaram a registrar Maria Angélica, em um cartório de Uberaba, como sendo filha do casal. Demos um lar e constituímos uma família para Maria Angélica, tomando conta dela como se fosse nossa verdadeira filha, disse Reinaldo, afirmando que a menor está feliz com a vida que leva. Ontem, no reencontro com Maria Angélica, a mãe adotiva chorou ao lembrar dos momentos de angústia vividos pela família nos três dias em que a menor ficou fora de casa.
Apesar da adoção não estar legalizada, até que a Justiça decida o que fazer sobre o caso, a criança deve ficar em poder do casal Kanap. Na tarde de ontem o delegado do Sicride, Harry Carlos Herbert, encaminhou todas as informações ao juíz Vara da Infância e Juventude de Curitiba, que irá tomar as providências legais sobre o encaminhamento da menor.
Reinaldo disse que já está providenciando os documentos necessários para legalizar a adoção. De acordo com ele, que já constituiu advogado para cuidar do assunto, a família está disposta a lutar na Justiça par continuar com a guarda de Maria Angélica.





