Menina sequestrada é encontrada no Paraguai
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sexta-feira, 17 de dezembro de 2004
Camilla Rigi<br>Reportagem Local 
Foz do Iguaçu Uma menina brasileira de 10 anos, que havia sido sequestrada em Foz do Iguaçu há uma semana, foi libertada ao meio-dia de ontem em Cidade de Leste, no Paraguai, na fronteira com o Brasil. A operação de resgate, coordenada pelo grupo Tigre, contou com o apoio de uma Força Tarefa paraguaia formada por oficiais da Marinha e do Exército. Dez pessoas foram presas, entre elas nove brasileiros e um paraguaio. Um primo da vítima é apontado como mentor do crime.
O sequestro ocorreu no dia 9. A garota estava com o pai e os avós em sua residência na Rua Chile e seis sequestradores armados invadiram a casa, renderam a família e levaram a menina. Segundo o delegado-operacional do Tigre, Sílvio Rockembach, após uma denúncia anônima a polícia encontrou o mentor intelectual do sequestro, Adriano Sosa Ocampos, primo da vítima. ''O resgate só foi possível porque o presidente do Paraguai, Nicanor Duarte, autorizou a entrada dos brasileiros no país e disponibilizou pessoal para ajudar'', declarou Rockembach. No total, 150 pessoas participaram da ação.
Após a captura de Ocampos, a polícia identificou outras 12 pessoas que participaram do crime, das quais 10 já foram detidas. Segundo informações da polícia, o grupo formado por traficantes e ladrões dividiu as funções. ''Três ficaram encarregados de unir a quadrilha e fazer a segurança da Favela do Bambu para facilitar a fuga, enquanto os outros sete conduziram a garota até o Paraguai'', detalhou o delegado.
A quadrilha chegou a pedir várias vezes um resgate de meio milhão de dólares à família. ''O mentor do sequestro disse que o pai da menina tinha realizado um negócio naqueles dias e tinha ganho muito dinheiro, por isso resolveu levá-la'', contou Rockembach. O pai da garota, um comerciante de equipamentos eletrônicos da cidade, desmentiu a informação.
De acordo com o delegado, a menina só foi encontrada após a invasão de dois locais apontados como possíveis cativeiros. ''No terceiro a gente nem precisou arrombar. O casal que cuidava dela ligou para avisar que iriam libertá-la'', contou. Até o final da tarde de ontem a garota, que passa bem, ainda permanecia no Paraguai para realização dos procedimentos legais. As investigações continuam.


