A menina Andressa de Fátima Chaves, de um ano e três meses, morreu na madrugada de ontem, em Curitiba. A polícia suspeita que ela tenha sido espancada. A mãe de Andressa, Márcia de Fátima Chaves Cardoso, 30 anos, e o marido dela, Rogério Munhoz, 28 anos - ambos catadores de papel - foram conduzidos ao 2º Distrito Policial para prestar esclarecimentos. Eles procuraram o módulo da Polícia Militar da Vila das Torres por volta das 3h30 dizendo que precisavam de ajuda para que a menina recebesse atendimento médico. Policiais levaram o casal até o Hospital Pequeno Príncipe, mas a criança chegou morta ao local.
Segundo o delegado Carlos Alberto Castanheiro, titular do 2º DP, a morte de Andressa provavelmente foi causada por asfixia e lesões múltiplas. ‘‘O corpo apresenta vários hematomas, ferimentos na cabeça e marcas de dedos no pescoço e de mordidas’’, disse. O casal nega que tenha agredido a criança e diz que procurou atendimento médico porque Andressa não passava bem.
Somente no mês de julho, o SOS Criança de Curitiba recebeu 552 chamados. No próprio local, foram atendidas 217 crianças. A maior parte das denúncias refere-se a negligência (72 casos), agressão familiar (32 casos) e maus tratos (18 casos). Os problemas mais comuns, além da agressão física, são privar as crianças de alimentação, deixar de dar atendimento médico, não cuidar adequadamente da higiene e castigos abusivos - como obrigar a criançca a fazer uma atividade imcompatível com a idade.
O SOS Criança, criado em 1990, recebe denúncias de situações que comprometam o bem estar ou o desenvolvimento. O serviço oferece orientação por telefone ou visita as famílias onde há suspeita de problemas. ‘‘Normalmente, conseguimos resolver o problema orientando as famílias mas, em casos extremos, a criança é levada para abrigos municipais’’, disse Graciela Maria Drechsel, coordenadora do serviço. As denúncias, que podem ser anônimas, podem ser feitas 24 horas por dia pelo telefone 1407.

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