Menina morre em 'racha'
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quinta-feira, 14 de agosto de 2003
Lucinéia Parra<br> Equipe da Folha 
Maringá - A adolescente Fabíola Regina Coalio, 12 anos, foi atropelada por um motorista que disputava ''racha'', anteontem, por volta das 19h30, na Avenida Colombo, em Maringá. A garota, que atravessava a avenida, morreu no local. Um dos participantes do racha foi preso minutos depois, mas o motorista que teria atropelado a menina fugiu sem prestar socorro à vítima. O acidente ocorreu justamente um dia após o 4º Batalhão da Polícia Militar (BPM) de Maringá ter iniciado nova campanha de conscientização dos motoristas para reduzir os índices de acidentes no perímetro urbano.
A morte de Fabíola chocou a população. O delegado Maurício Sobrinho Lima, do 5º Distrito Policial, já tinha identificado, na tarde de ontem, o autor do atropelamento. Lima afirmou que os dois rapazes que disputavam o ''racha'' serão indiciados por homicídio doloso, com pena prevista de 12 a 30 anos de prisão. ''É homicídio doloso porque ambos assumiram o risco de produzir o resultado'', justificou.
O motorista preso é Luís Cavicchioli Fiorini, 20 anos, residente em Floraí (44 quilômetros a noroeste de Maringá). Ele foi detido na entrada de Iguatemi, distrito de Maringá. O motorista foragido e que teria atropelado a menina foi identificado pela polícia como Marcos Jesus da Silva. O delegado disse que deverá pedir a prisão preventiva dele, caso não se apresente.
De acordo com a polícia, Fabíola estava terminando de atravessar a rua quando foi colhida pelo carro. A menina se dirigia da casa dela ao bar dos pais, localizado na avenida Colombo. Conforme testemunhas, com o choque, a adolescente foi arremessada a uma distância de aproximadamente 90 metros. O irmão de Fabíola, Fabrício disse que sua mãe estava no bar e teria ouvido o barulho produzido pelo atropelamento.
O carro apreendido com Fiorini, um omega, placas HUI 6421 de Cruzeiro do Sul, é turbinado. Ele declarou à polícia que estava em uma lanchonete próxima à Universidade Estadual de Maringá (UEM) quando foi desafiado por Marcos a participar do racha. Fiorini disse que não viu o rapaz atropelar a menina e que só ficou sabendo do acidente depois de ser detido. Conforme o delegado, a perícia estipulou a velocidade desenvolvida no momento do acidente em aproximadamente 150 quilômetros/hora.


