Giovani Ferreira
De Curitiba
Laudo do Instituto Médico Legal (IML) revela que que Elisandra Mainardes da Silva, 5 anos, que foi encontrada morta no Rio Piraquara, localizado na Região Metropolitana de Curitiba, foi vítima de estupro e posterior afogamento. A menina desapareceu na noite de segunda-feira, quando participava junto com mãe, Noemi Mainardes, de um encontro religioso no Centro de Atendimento Integral a Criança (Caic), no município de Pinhais. O corpo foi encontrado no final da tarde de anteontem.
Investigadores da delegacia de Pinhais estão levantando informações sobre dois suspeitos. Um é o vigia do Caic, Artur César Casagrande, que foi chamado para depor e caiu em várias contradições. Ele afirmou ter visto a menina deixar local com um grupo de jovens, e garantiu também que não não voltou com essas pessoas. A polícia quer saber, no entanto, porque o vigia prestou tanta atenção e uma menina de 5 anos, uma vez que participavam do encontro no Caic mais de 150 pessoas.
O segundo suspeito, que está sendo procurado pela polícia de Pinhais, é um homem que ainda não foi identificado, mas é acusado de outros estupros na região. Luiz Fernando Barbosa, superintendente da delegacia de Pinhais, disse que obteve informações dando conta que esse elemento foi visto nas imediações do Supermercado Carrefur, que fica próximo ao Caic, onde a menina teria ido com o grupo de jovens que teria deixado o local do encontro, conforme declarações do vigia.
César Casagrande foi ouvido por duas vezes pelo superintendente, mas apesar das contradições, o policial alegou não ter provas suficientes para mantê-lo detido. Por enquanto o vigia continua livre, mas à disposição da Justiça. Na sequência dos depoimentos devem ser ouvidas algumas das pessoas que estavam no encontro e que tiveram contato com Elisandra. O desaprecimento da menor foi constatado por volta das 21 horas, quando o encotro já havia sido encerrado e algumas pessoas trabalhavam na limpeza do local.
Elisandra foi sepultada na tarde de ontem no cemitério da Colônia Farias, em Colombo. A família da menor mora na cidade de Sumaré, interior de São Paulo. Durante o sepultamento os familiares estavam transotrnados com a violência e cobrando Justiça para os responsáveis pelo crime sejam punidos. Ela e a mãe vieram em uma excursão participar de um congresso da Igreja de Deus do 7º Dia.

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