A menina E.A.G., 10 anos, estuprada pelo adolescente R.S., 16 anos, voltou ontem de manhã para a casa dos pais, o casal José Cícero Gonçalves e Natália Montes Pereira. Ela havia sido recolhida pelo Conselho Tutelar Regional do Portão por causa da demora dos pais em registrar a queixa.
A menor foi estuprada no dia 9 de outubro, mas somente na quinta-feira, dia 15, Gonçalves comunicou o crime. ‘‘A família foi omissa em não dar sequência ao caso’’, disse a conselheira Maria Elisabeth Kopachinski Biela. O conselho só soube do caso na sexta-feira. A delegacia procurada pelo pai da menor na quinta-feira se recusou a fazer o registro e pode ser acionada na justiça pelo Conselho Tutelar. Elisabeth se recusou a divulgar qual é a delegacia.
Casos de abuso sexual como o da menor E.A.G. são comuns em Curitiba. Elisabeth disse que são registrados cerca de dez casos semelhantes por mês somente na região do Conselho Tutelar do bairro Portão. Em cerca de 70% das agressões os autores são os próprios familiares, com destaque para os pais.
Conforme Elisabeth, ainda ontem foi aberto inquérito contra o menor acusado do crime. O estupro foi confirmado por exames médicos. Elisabeth confirmou que houve penetração, embora o hímem não tenha sido rompido.

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