Uma menina de 10 anos foi sequestrada no Jardim América, Região Central de Foz do Iguaçu, por volta das 22 horas da última quinta-feira. Segundo informações das polícias Civil e Militar, a criança foi capturada no interior de sua própria residência, na presença de familiares.
A pedido da família da vítima, os policiais estão se mantendo afastados do caso. De acordo com uma fonte da Polícia Civil, que preferiu não ser identificada, a menina estava com o pai, o casal de avós e uma tia, quando seis sequestradores armados aparentemente, todos adolescentes invadiram a residência na Rua Chile e renderam a família. O grupo teria dito que estava à procura de um menino loiro e que, como não o encontrara, levaria a única criança que estava na casa.
''A família é humilde, sem posses, são empregados que trabalham em Cidade de Leste. A mãe da menina mora em São Paulo. É possível que tenha havido um engano no crime'', declarou a fonte. Segundo relatos das testemunhas, os familiares teriam sido presos e amordaçados enquanto os sequestradores levavam a criança. O veículo usado na fuga seria um Passat velho.
De acordo com o sargento da PM Claudiomiro da Silva, testemunhas disseram que o grupo partiu em direção à Favela do Bambu, às margens do Rio Paraná. ''Lá eles teriam pego um barco e atravessado o rio, mas não se sabe se levaram a menina junto até o Paraguai'', informou. Havia rumores de que o barco teria sido roubado, mas até ontem à tarde nenhuma queixa havia sido formalizada.
Ainda segundo a PM, os sequestradores teriam permanecido com os rostos descobertos, sendo reconhecidos como integrantes de uma quadrilha que já cometeu outros crimes na região. ''Seriam pessoas que já participaram de roubos, com passagens pela polícia, mas nunca por um crime desse tipo. Haveria inclusive menores entre eles'', acrescentou Silva.
Segundo a Polícia Civil, a família já teve contato por telefone com os sequestradores, que teriam pedido meio milhão de dólares para o resgate da criança. A Folha não conseguiu entrar em contato com os parentes da vítima. Até a tarde de ontem, o paradeiro da menina ainda era ignorado.

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