Bandeirantes A polícia encontrou, no final da manhã de ontem, o corpo de Tarielen Cristina Pereira, 8 anos, que foi estuprada e estrangulada na noite de domingo, em uma casa vazia, a poucos metros de onde morava com os pais e um irmão mais velho. Ontem, a escola onde Tarielen cursava a 2 série do Ensino Fundamental, no Jardim São Rafael, periferia de Bandeirantes (34 km a leste de Cornélio Procópio), decretou luto oficial e suspendeu as aulas.
Segundo o delegado Oswaldo Domingos Lotti, responsável pelo caso, o desempregado Maicon Laureano da Silva, 18 anos, que está preso, é o principal suspeito de ter assassinado a menina. O pai de Maicon é companheiro da tia da vítima. ''Eles eram vizinhos, moravam em casas separadas, mas no mesmo quintal. Ou seja, estavam sempre muito próximos'', ilustrou o delegado. Em depoimento, Maicon teria confessado a autoria do crime e denunciado a participação de um adolescente de 15 anos. ''O menor, no entanto, nega que tenha estuprado a menina dizendo que ainda é virgem. Vamos levá-lo ao IML (Instituto Médico-Legal), fazer o exame para saber se ele fala ou não a verdade''.
O assédio teria se intensificado há vários dias, o que estaria causando a indignação do pai da criança. Com passagens por furto e roubo, quando adolescente, Maicon teria se aproximado de Tarielen no domingo à noite, prometendo doces caso a menina o acompanhasse até uma casa vazia, onde, segundo a polícia, ele teria morado há poucos meses. Segundo o delegado, Maicon disse que o adolescente sempre esteve ao seu lado. Depois de violentar e enforcar a menina, o corpo foi abandonado e passou a noite jogado no banheiro da casa, que fica na mesma quadra da residência da vítima.
Com o desaparecimento da filha, os pais acionaram a polícia. De acordo com o delegado, o pai da menina apontou Maicon como principal suspeito do sumiço. Por volta das 12h30, a polícia achou o corpo e prendeu Maicon, que confessou o crime poucas horas depois. O delegado garante que o estupro ficou configurado. O IML encontrou um pêlo pubiano masculino perto dos órgãos genitais da menina. ''As roupas dela também estão manchadas de sangue. Em todo caso, enviamos material para o IML de Curitiba e vamos pedir alguns exames mais precisos'', ponderou o delegado.
Lotti pretende ouvir ainda hoje algumas testemunhas, entre elas o pai e o irmão da vítima, que teria visto Maicon conduzir Tarielen até a casa vazia. Os acusados estão presos em uma delegacia da região como medida de proteção.

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