Menina é encontrada morta em Castro
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terça-feira, 11 de novembro de 2008
Diego Ribeiro<br>Equipe da Folha 
Cinco dias depois do Paraná se chocar com o caso da menina Rachel, 9 anos, encontrada morta dentro de uma mala na Rodoferroviária em Curitiba, na semana passada, outra criança foi encontrada com sinais de violência sexual no Estado. O corpo Alessandra Submetil Betin, 8 anos, foi descoberto pelo próprio irmão, de 15 anos, em um matagal, próximo a sua casa, na manhã de ontem, em Castro (41 km ao norte de Ponta Grossa). Segundo o laudo do Instituto Médico Legal (IML), a menina sofreu também uma forte pancada na cabeça. A polícia investiga se o caso tem ligações com o de Rachel.
O velório da criança será na casa da família e o enterro só será definido após a liberação do corpo pelo IML, o que deveria ocorrer na noite de ontem.
O sargento da Polícia Militar Paulo Roberto Ferreira de Moraes explicou que Alessandra estava desaparecida desde a tarde de domingo, por volta das 16 horas. Ele e uma equipe da PM atenderam o chamado da família após a garotinha ser localizada. Ela e a família moravam no bairro Vila Cantagalo 2.
Alessandra, de acordo com a PM, brincava com as amiguinhas da vizinhança durante a tarde de domingo, mas demorou a chegar em casa. "A família foi atrás das amigas, mas elas já estavam em casa", contou o sargento.
Moraes contou que a PM foi solicitada no início da noite. "A viatura fez um patrulhamento na região, mas não encontrou nada, ontem (domingo) à noite", relatou o policial militar.
A família continuou a busca pela menina e terminou ao encontrá-la ontem, por volta das 9h30, em um matagal próximo da casa em que moravam. Após identificar a irmã, o jovem chamou a PM. O Instituto Médico Legal (IML) e peritos do Instituto de Criminalística estiveram no matagal e, conforme relato do sargento Moraes, um pano com marcas de sangue foi recolhido. A evidência estava ao lado do corpo nu da vítima.
A família de Alessandra, segundo a polícia, é muito humilde, com poucos recursos, e não tem telefone. De acordo com a diretora da escola em que ela estudava, Alessandra tinha mais cinco irmãos. "A mãe dela era muito preocupada. Sempre vinha na escola quando precisava. Era uma família bem estruturada", afirmou Ana.
Alessandra era uma menina muito tímida, alegre, e andava sempre com duas amigas mais próximas. "Ela era uma boa aluna e se dava bem com todo mundo da sala", lembrou.


