Acidente -

Menina de oito anos atropelada na PR-445 é sepultada no Jardim da Saudade

Colisão foi na noite de terça-feira (15); garota estava em um grupo de adolescentes que atravessou a rodovia para ir em uma academia

Lucio Flávio Cruz - Grupo Folha
Lucio Flávio Cruz - Grupo Folha

Foi sepultada na tarde de quarta-feira (16), no Cemitério Jardim da Saudade, a menina de oito anos que morreu atropelada na PR-445, na noite de terça-feira (16). O acidente aconteceu na pista sentido Cambé-Londrina, a 200 metros de onde existe uma passarela para a travessia de pedestres. 


Atropelamento ocorreu a 200 metros de onde existe uma passarela para a travessia de pedestres
Atropelamento ocorreu a 200 metros de onde existe uma passarela para a travessia de pedestres | Roberto Custódio
 


O atropelamento foi registrado por volta das 18h40, momento de grande fluxo na rodovia. A criança, que morava em Cambé, estava com um grupo de amigos, que atravessou a via para ir a uma academia na região. 




"Os mais velhos do grupo conseguiram atravessar, mas ela ficou para trás. Uma tristeza sem tamanho", comentou a comerciante Helena Silveira Martins, proprietária de um bar, localizado próximo de onde ocorreu o atropelamento.


De acordo com a PRE (Polícia Rodoviária Estadual), a vítima sofreu traumatismo craniano, chegou a ser atendida no local pelas equipes do Samu e do Siate, mas não resistiu e morreu antes de ser levada ao hospital. A criança tentou ser reanimada no local pelos paramédicos por cerca de 40 minutos. 


A PRE informou ainda que o motorista aguardou no local do acidente, acionou a polícia e o socorro médico. Foi submetido ao exame bafométrico, que não apontou vestígios de ingestão de álcool. O condutor foi ouvido e liberado em seguida. 


Trecho perigoso


O atropelamento aconteceu no Km 80 da rodovia, próximo a divisa entre Londrina e Cambé. O trecho tem movimento intenso de carros e caminhões, em razão do grande número de residências, comércios e indústrias na região. 


Mesmo após a duplicação da PR-445, os acidentes graves e os atropelamentos continuam sendo registrados. "Estou aqui neste local há 15 anos e já presenciei pelos menos umas dez mortes neste trecho", afirmou Helena Martins. "Infelizmente as pessoas são negligentes. Sempre andam com muita pressa e quase ninguém usa a passarela".


A reportagem da FOLHA ficou quase uma hora no local do acidente e registrou apenas três pessoas atravessando a rodovia pela passarela. Ao mesmo tempo, outros pedestres se aventuravam em meio aos carros em uma tentativa de chegar ao outro lado da via.


A vendedora Marisa Pereira, 32 anos, moradora do Jardim Novo Bandeirantes, bairro que fica á margem da rodovia, utiliza a passarela todos os dias para atravessar a PR-445 e chegar a loja de calçados onde trabalha.




"Realmente pouca gente usa a passarela. As pessoas reivindicam e cobram a instalação de passarelas, mas depois ninguém usa. Eu mesmo andando um pouco mais e demorando alguns minutos a mais, faço questão de vir pela passarela. A vida da gente não tem preço e não vale a pena correr este risco", afirmou.

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