Curitiba - Cinco dias depois da população do Paraná ficar chocada com o caso de Rachel Onofre, 9 anos, encontrada morta dentro de uma mala, outra criança foi vítima de assasssinato e com sinais de violência sexual. O corpo Alessandra Submetil Betim, 8 anos, foi descoberto pelo irmão, de 15 anos, em um matagal, próximo à sua casa, na manhã de ontem, em Castro (41 km ao norte de Ponta Grossa). Segundo o laudo do Instituto Médico Legal (IML), a menina sofreu uma forte pancada na cabeça.
Ele e uma equipe da PM atenderam o chamado da família após a garotinha ser localizada. Ela e a família moravam no bairro Vila Cantagalo 2.
O sargento da Polícia Militar (PM), Paulo Roberto Ferreira de Moraes, explicou que Alessandra estava desaparecida desde a tarde de domingo. Alessandra, de acordo com a polícia, brincava com as amigas da vizinhança, mas demorou a chegar em casa. ''A família foi atrás das amigas, mas elas já estavam em casa'', contou o sargento. Moraes contou que a PM foi solicitada no início da noite. ''A viatura fez um patrulhamento na região, mas não encontrou nada ontem (domingo) à noite.''
O corpo foi encontrado ontem, por volta das 9h30. Após identificar a irmã, o jovem chamou a PM. O Instituto Médico Legal (IML) e peritos do Instituto de Criminalística estiveram no matagal e, conforme relato do sargento Moraes, um pano com marcas de sangue foi recolhido. A evidência estava ao lado do corpo nu da vítima.
O delegado titular de Castro, Getúlio de Moraes Vargas, ouviu ontem a família da menina e a diretora da Escola Municipal Lourival de Leite Carvalho, Ana Regina de Paula, onde Alessandra estudava na 2 série. Ele não deu detalhes da investigação e explicou que qualquer informação seria repassada pela Secretaria da Segurança Pública (Sesp).
A assessoria de imprensa da Sesp foi procurada pela reportagem da FOLHA e afirmou que não há suspeitos do assassinato. A PM afirmou que há três linhas de investigação (sem revelar detalhes) e que a polícia já teria conversado com a amiga que teria visto a vítima pela última vez.
A diretora contou que um dos alunos contou que teria visto um homem puxar a menina pelo braço. Ana ressaltou que a informação deve ser apurada com cuidado porque as crianças ficaram muito impressionadas com o caso e surgiram muitos comentários entre os estudantes. De acordo com ela, todas as crianças da escola e funcionários são vizinhos e moram nas redondezas de onde ocorreu o crime.
A família de Alessandra, segundo a polícia, é muito humilde, com poucos recursos, e não tem telefone. Os pais tem outros cinco filhos. ''A mãe dela era muito preocupada. Sempre vinha na escola quando precisava. Era uma família bem estruturada'', afirmou Ana. Alessandra era uma menina muito tímida, alegre, e andava sempre com duas amigas mais próximas.''Ela era uma boa aluna e se dava bem com todo mundo da sala'', lembrou a diretora.

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