A menor Amanda Caroline de Brito, 2 anos, morreu domigo à noite em Londrina, após ser espancada pelo padrastro Luciano Ramos, 20 anos, e pela mãe, Jane Ferreira de Brito, 19 anos, em São Jerônimo da Serra (105 km ao sul de Londrina). Depois do comunicado da morte da menina, Ramos fugiu enquanto era levado por policiais para a delegacia, onde prestaria depoimento. Jane foi presa no final da manhã de ontem.
Amanda foi agredida pelo padrasto e pela mãe por volta das 12 horas, em sua casa, no Sítio Bom Futuro, mas somente às 17 horas deu entrada no Hospital Municipal de São Jerônimo. A mãe, que a princípio negava participação, confessou no final da manhã de ontem que ajudou a bater na criança.
O médico plantonista, Cláudio Renato Biaggi, depois de prestar os primeiros socorros, a acompanhou até o Hospital Infantil, em Londrina, onde morreu por volta das 21 horas, com uma parada cardiorrespiratória.
Por volta das 12 horas, o corpo ainda não havia sido liberado para sepultamento. No final da manhã, Jane Brito foi ouvida no IML de Londrina pelo delegado de São Jerônimo, Adair de Oliveira, quando confessou o crime e foi presa.
Segundo Oliveira, em seu depoimento a mãe afirmou que a garota não parava de chorar e Luciano Ramos falou para fazê-la parar, senão iria matá-la. ‘‘No intuito de fazer a criança parar de chorar a mãe disse que começou a bater na criança e o seu amásio ajudou’’, disse Oliveira.
Antes de confessar, a mãe conversou com a imprensa e disse que o marido é uma pessoa normal e amorosa com a filha. ‘‘A menina o chamava de pai e ele fazia de tudo para ela, comprando sempre o que ela pedia’’, disse. O Conselho Tutelar de São Jerônimo tem suspeitas que a criança vinha sendo espancada desde sábado.
O diretor do Instituto Médico-Legal (IML) de Londrina, Antonio Carlos Queiroz, disse que o exame de necrópsia realizado pelo médico-legista Márcio Francisco Lehmann, ainda não havia sido concluído. ‘‘Faltam alguns exames, como o radiográfico. Tão logo seja concluído, encaminharemos ao delegado de São Jerônimo que deverá divulgar o laudo. Temos 10 dias para concluir o laudo, mas entregaremos antes’’, garantiu.
No final da manhã, o corpo da menor foi encaminhado para o Hospital Universitário de Londrina, onde foram realizadas as radiografias. Sem entrar em detalhes sobre a origem dos hematomas, Queiroz afirmou que Amanda apresentava marcas por todo o corpo e sinais de politraumatismo. ‘‘Não há como negar que ela morreu em virtude dos espancamentos. Três peritos (dois médicos-legistas e um patologista) estão trabalhando neste laudo’’, disse.

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