Meneguelli admite investigação
O delegado do 3º Distrito Policial de Londrina, Jurandir Gonçalves André, que atendeu a denúncia contra o comerciante, diz que ele se apresentou à polícia ainda na noite de terça-feira e por isso não foi preso em flagrante. A versão apresentada por ele foi um pouco diferente da do menor. Segundo Valter Meneguelli contou à polícia, ele realmente investigou sozinho o arrombamento na lanchonete e descobriu que L.B. teria participado do furto.
Na terça-feira, encontrou o menor na casa de jogos eletrônicos e o levou para a caminhonete para interrogá-lo. O comerciante diz que, na caminhonete, o menor teria confessado a participação no furto e apontou os nomes de outros comparsas. Em determinado momento, com a caminhonete em movimento, L.B. teria pulado do veículo e fugido, sem deixar pistas. Meneguelli garantiu que não houve agressão.
O delegado observou que, em tese, o comerciante cometeu o crime de exercício arbitrário das próprias razões, ou seja, fazer justiça com as próprias mãos - que dá penas de até um ano de prisão. Caso seja comprovada a agressão, ele e o funcionário também podem responder por lesão corporal, com penas de também um ano. Já o menor, caso tenha participado do arrombamento, pode responder por furto qualificado.
Jurandir André destaca que, além de se constituir crime, a pessoa que investiga por conta própria dificilmente consegue resolver qualquer problema ou recuperar o material furtado. Ele não consegue evoluir na investigação porque não pode entrar em casas de suspeitos ou prender pessoas. Portanto isso não é comum e não deve ser feito.
O delegado apreendeu a caminhonete do comerciante e encaminhou o caso para o 5º Distrito Policial, que cobre a área dos Cinco Conjuntos. Jorge Barbosa, titular do 5º DP, disse ontem que pretende dar prosseguimento às investigações, ouvindo algumas testemunhas que teriam presenciado o rapto do menor. A Folha tentou falar ontem com Valter Meneguelli, mas não obteve retorno das ligações. (L.H.)





