Mendicância aumenta no fim de ano
A entrada de recursos do 13º salário na economia do município aliada à intensificação do movimento em áreas comerciais do município tende a atrair mais pessoas em situação de rua que pedem esmolas. Embora não tenha condições de projetar de quanto seria esse aumento, a Secretaria de Assistência Social de Londrina sabe que existe essa tendência para o fim de ano e reforça a orientação para que as pessoas não sigam com essa prática. Segundo a secretária Télcia Lamônica, o londrinense é um povo solidário, mas ao dar esmolas ele acaba dificultando o trabalho da equipe da pasta.
"A facilidade de obter o dinheiro dificulta o acesso a essas pessoas para o encaminhamento adequado. A esmola atende a necessidade imediata delas, mas dificulta que visualizem a sua situação como um todo, na qual poderiam ter acesso a alimentação e pernoite adequados", reforça Mariluci Queiroz, coordenadora do Centro de Referência Especializado para População em Situação de Rua (Centro POP), unidade que integra a Política de Proteção Social Especial do município. Ela orienta as pessoas interessadas em ajudar que contribuam com instituições que acolhem essa população.
Essa recomendação não agradou Maria Aparecida da Silva, de 50 anos, que comercializa doces e complementa a renda pedindo esmolas. "Pedir não é feio. Feio é roubar. A prefeitura não está certa", reclamou.
Segundo Mariluci, a média de atendimento pelo serviço de Abordagem Social é de 260 pessoas por mês e do Centro POP, 290 pessoas.
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