Memória da filha inspirou fundadora
Helaine Herrero abraçou o projeto da associação depois da morte da filha de oito anos, Flávia Cristina Herrero Oliveira, num acidente. Ela caiu do quinto andar do prédio onde a família morava, na Zona Oeste de Londrina, enquanto brincava de pular da janela do quarto para a sacada. Em memória da filha, Helaine se propôs a ajudar crianças com deficiência mental e física, fundando a Associação Flávia Cristina.
No início, em 1996, a instituição funcionava numa casa alugada no Jardim Quebec, Zona Oeste. Em 2003, a associação transferiu-se para a Zona Norte, onde foi criada a escola de educação especial. Em 2005 houve a primeira ampliação do espaço e hoje será inaugurada a última etapa, com o setor de hidroterapia.
Mantida com recursos das três esferas do governo e com a venda do livro escrito por Helaine, no qual ela relata a superação da tragédia familiar, a associação apresenta aos pais, todo mês, os resultados dos projetos pedagógicos realizados na escola. Segundo a diretora, Gelta Alencar, além de aproximar os pais da instituição, as apresentações estimulam os professores e os próprios alunos, que participam de pequenas competições, a cada dois meses.
''Todos os projetos têm objetivo acadêmico e o produto final de cada sala é utilizado como recurso de ensino por outros professores'', explicou Gelta, reforçando que as salas são divididas por idade, quando os níveis cognitivos dos estudantes são semelhantes. (M.G.)





