Quem passa pela área central, ali na Avenida Rio de Janeiro, ao lado do Correio, a não ser que pretenda tomar uma garapa, nem observa muito a banca que se encontra ali. O motivo é simples: para a maioria a garapeira se encontra no local desde sempre. Não é bem assim, mas é certo que a garapeira está no local há quase 50 anos, o que é muito tempo em qualquer lugar e mais ainda em uma cidade que não tem 70 anos de existência.
É uma história que começou, como de hábito nesta Londrina, com um pioneiro que veio de Ibitinga (SP) e chegou por aqui pelo inicio dos anos 30. Era o senhor Idilio de Souza. No começo, porém, ele se dedicou à sua profissão: era barbeiro. Só pela altura de 1955 é que começou a trabalhar ali, com a garapa, usando então um velho caminhão Chevrolet 41. Tocou o negócio com o cunhado Javino Rodrigues.
Quando instalou a banca, afinal, o senhor Idilio tinha outro sócio: Giovanni Alves de Oliveira. E foi quando este parceiro saiu que entrou a trabalhar no local seu filho, Ulisses de Souza, isto pela altura de 1965.
O senhor Ulisses é de Londrina. Não revela na figura, na firmeza, na disposição para o trabalho, os 60 anos bem vividos, sempre trabalhando ali. Sua principal auxiliar é dona Neusa, também de Londrina, sua esposa. As filhas, Josiane, Monica, Viviane e Gislaine também ajudaram de tempos em tempos. Gislaine, a mais nova, é quem estava ajudando nos últimos tempos. Mas, agora, grávida, deixou o trabalho para os pais que enfrentam tranquilos o desafio enquanto esperam mais dois netos, o que totalizará sete.
A família cresce, o tempo passa e tanto o senhor Ulisses quanto sua esposa se mostram dispostos a continuar no trabalho, com muitos planos para o futuro. A idéia é, até o final do ano, reformar e melhorar a banca e oferecer aos clientes mais variedade, além da tradicional e sempre apreciada garapa.
Muita gente passou pela banca em todo este tempo. Ali, o senhor Ulisses viu a cidade passar, viu o Fórum se transformar em Biblioteca, acompanhou todas as mudanças. E, junto com dona Neusa, se revela esperançoso de continuar até que outro membro de sua família assuma para continuar a tradição que é a Garapeira dos Souza.

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