O catarinense Francisco Paulo Runcus, 44 anos, é considerado uma peça-chave pela polícia. Ele é acusado de envolvimento com uma quadrilha especializada em sequestros e assaltos a empresários do Paraná, Santa Catarina, São Paulo e Bahia. A partir de sua prisão, as atividades do bando começaram a ser desvendadas. Runcus foi apresentado na manhã de ontem à imprensa na sede da Divisão de Segurança e Informações, em Curitiba.
Mais seis homens estão sendo procurados pela Subdivisão Anti-Sequestro da Polícia Civil paranaense. São eles: Valmir Gercino Marchi e Valmor da Silva, que estavam presos em Joinville (SC), além de Antônio Carlos Cidral, Valdir Martins de França, João Adão da Rocha e Alfredo José da Silva. O chefe da quadrilha é conhecido apenas por ‘‘doutor Ivan’’. A atividade do grupo, que articula suas ações a partir de Itajaí (SC), começou a ser descoberta a partir da prisão de Francisco Runcus no dia 26 de janeiro no Aeroporto Afonso Pena, em São José dos Pinhais (Região Metropolitana de Curitiba).
Natural de Jaraguá do Sul, Runcus é foragido da Justiça em Joinville por ter participado de um sequestro em 98. Quando foi preso, ele se preparava para receber a próxima vítima no Aeroporto Afonso Pena. Em novembro do ano passado, outros dois empresários baianos chegaram a ir até Cascavel para comprar dois veleiros supostamente apreendidos pela Receita Federal. Eles foram apanhados no hotel e só saíram com vida depois de entregar todo o dinheiro que carregavam.
A polícia tem informações de que a quadrilha dispõe de armas, telefones celulares e veículos para articular os golpes. Eles se utilizam de anúncios publicados nos jornais, vendendo a preços baixos supostos bens apreendidos pela Receita Federal. Quando convencem as vítimas a negociar em outros estados, os ladrões montam a operação para sequestrar e extorquir dinheiro de suas vítimas.Mauro FrassonFrancisco Runcus: peça-chave na quadrilha que age a partir de ItajaíDimitri do Valle

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