Melvi quer ajuda para ampliar atendimento
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 21 de setembro de 1998
Benê Bianchi 
O Movimento Evangélico de Recuperação de Viciados (Melvi) está precisando de ajuda para ampliar o número de atendimentos a viciados em droga e álcool. Instalado em Londrina há cerca de 15 anos, o Melvi funciona numa chácara no Jardim Ideal. Atualmente, atende 24 homens jovens e adultos, a maioria viciada em crack.
Segundo o diretor-interno da instituição, Altino Mainardes Sobrinho, são vários os pedidos para internamento no Melvi que não podem ser atendidos por falta de móveis e alimentação. Nós temos capacidade para internar até 40 pessoas aqui. O problema é que não temos onde colocá-las para dormir e o que dar a elas para comer.
O Melvi sobrevive de doações da comunidade e dos familiares dos recuperandos. Outra forma de ajuda vem de um dono de box de verduras que se mudou, recentemente, do Mercadão do Povo, localizado ao lado do Melvi, para a Central Estadual de Abastecimento S.A (Ceasa-PR), distante oito quilômetros da instituição.
A mudança prejudicou as doações. Antes, as frutas e verduras eram levadas de carrinho de mão até o Melvi. Hoje, temos que contar com a ajuda das pessoas, que nem sempre estão disponíveis, para buscá-las, observa Altino Sobrinho. Ele relata que as frutas e verduras são trocadas pelo trabalho de duas pessoas, praticamente já recuperadas, que prestam serviço ao dono do box. Para solucionar o problema, Altino está solicitando, a quem puder colaborar, a doação de uma Kombi.
Nós também perdemos muitas doações porque não temos como ir buscar, diz Altino. O diretor pede à comunidade doações de camas, colchões, alimentos e roupas. Tem muita gente que chega aqui sem uma peça de roupa, justifica. Atualmente, a instituição gasta para o almoço, diariamente, cinco quilos de arroz, dois quilos de feijão, três quilos de macarrão e uma lata de óleo. No jantar, é servida uma sopa.


