Melodias que tocam a esperança
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sexta-feira, 07 de agosto de 2009
Marian Trigueiros<br>Reportagem Local 
Ficar internado em um hospital não é uma das experiências mais agradáveis. O ambiente, muitas vezes de sofrimento, pode favorecer que as pessoas fiquem deprimidas e concentradas em sua doença, dificultando o tratamento e a cura das enfermidades. Por isso, são várias as iniciativas que visam minimizar essa condição e trazer um pouco de alegria e descontração, fazendo com que os pacientes esqueçam por algum tempo dos problemas.
E como dizem que a música alimenta a alma, por que não levá-la a quem está internado? Há dez anos, a Irmandade Santa Casa de Londrina (Iscal) possui um coral que dá oportunidade de funcionários mostrarem seus talentos. Mais que isso: proporcionam a integração entre os participantes e promovem a propagação da música nos corredores do hospital. Isso porque, além das datas comemorativas, fazem apresentações para pacientes e funcionários em todas as unidades que congregam a Irmandade.
A presidente do coral, irmã Maria Aparecida Rossato, explica que a instituição sempre teve coral com essa finalidade, que inclusive faz parte da política de humanização do hospital. O coral é tradicional, mas era essencialmente para cânticos das missas. Hoje, além de cantarmos nas datas comemorativas e religiosas, promovemos serenatas, uma espécie de tour musical, em todas as unidades. É um apoio espiritual em forma de música.
Para ela, com a música, os pacientes esquecem por um instante da dor. Ficar no hospital é um momento de fragilidade e, assim, proporcionamos conforto com a música. Atualmente são vinte integrantes das mais variadas áreas. O coral não é somente uma dádiva para quem ouve, mas também para quem canta. Tem um efeito terapêutico nos participantes. As apresentações são uma oportunidade de mostrarem o trabalho desenvolvido, o esforço e toda dedicação.
E eles são muito bem recebidos, tanto pelos pacientes quanto pelos próprios funcionários que não fazem parte do coro. A auxiliar técnica Catia Regina, que assistiu a uma apresentação na última quarta-feira, encantou-se com as músicas. É muito lindo. Para mim poderia ter todos os dias. Quanto carinho eles trasmitem, isso é maravilhoso. Nos dá uma motivação maior ainda para trabalharmos e repassarmos essa alegria, disse.
A paciente Santina de Oliveira Praxedes, que estava há quatro dias internada, também se emocionou com as músicas. Isso é uma bênção. Ando muito nervosa por estar internada. A música nos aproxima de Deus e nos acalma, garantiu. Já o integrante do coro Cícero Antonio do Nascimento, auxiliar de ambulatório, comentou que é muito gratificante cantar no hospital. A música é uma arte, e levarmos até os pacientes e amigos nos anima ainda mais a continuarmos nesse caminho. Sentimos o carinho e o amor com que as pessoas nos retribuem.


