Melhorias dependem de parcerias
Londrina - A falta de infraestrutura do Salto do Apucaraninha é decorrente da ausência de projetos e também depende de um entendimento entre a Fundação Nacional do Índio, a Copel, os moradores da Terra Indígena Apucaraninha e a Prefeitura de Londrina. A coordenadora técnica da regional da Funai, Lazara Darlene Bittencourt, afirmou que por parte da Fundação não há nenhuma restrição para a implantação de uma infraestrutura turística. "A ideia é muito interessante, mas tem que ser bem estudada para não trazer prejuízos para a comunidade."
Lazara afirmou que já ouviu dos próprios índios que há o interesse para implantar essa estrutura. Questionada sobre o motivo de a ideia não ter sido colocada em prática, ela disse que os índios não conseguiram parcerias. "É preciso que empresas financiem o projeto", apontou.
O vice-cacique da Terra Indígena Apucaraninha, Natalino Marcolino, afirmou que no momento estão mais preocupados em melhorar a estrutura da terra indígena. "Nossas estradas estão péssimas."
O diretor de Turismo da Codel (Instituto de Desenvolvimento de Londrina), Altemir Lopes, destacou que por enquanto não há projetos de melhoria de infraestrutura e nem de pavimentação da estrada que liga Lerroville ao salto. A assessoria de imprensa da Copel afirmou que não possui projetos de implantação de infraestrutura, a não ser que os índios destinem parte dos R$ 14 milhões do Termo de Ajuste de Conduta pagos pela Copel para implantar essas melhorias. (V.O.)





