'Melhor seria se elas pudessem ficar em Londrina'
Melhor seria se elas pudessem ficar em Londrina
A remoção das detentas do 2º Distrito para a Penitenciária Feminina do Estado causou um sentimento comum entre a maioria das pessoas que, de alguma forma, participou do impasse criado a partir da decisão da Vara da Infância e da Juventude: a de que a solução foi boa, talvez a melhor que poderia ter sido encontrada no momento, mas ainda não é o ideal.
O melhor seria se os bebês pudessem ter sido mantidos com as mães em Londrina, já que há outras crianças envolvidas no caso, que são os outros filhos destas mulheres, que também precisam de contato com as mães, disse a professora do Departamento de Serviço Social da Universidade de Londrina, Selma Frossard Costa.
Selma lembra que outros casos virão e o impasse criado desta vez deve servir de alerta para que o Estado tome providências e a sociedade civil passe a cobrá-las. Não podemos mais pensar em casos isolados. É preciso encontrar uma solução global.
Para Márcia Benvenuto, coordenadora do Banco de Leite do Hospital Universitário e membro do Comitê de Aleitamento Materno de Londrina (Calma), o caso teve o mérito de reunir esforços em torno de uma causa, movimentando vários segmentos, mas a forma como as coisas encaminharam poderia ter sido diferente. O processo todo foi muito desgastante para as pessoas que trabalharam nos bastidores, afirmou.
Jorge Coimbra, presidente do Conselho Comunitário de Segurança de Londrina, acha que agora as detentas estão no local onde sempre deveriam ter estado. Se o poder público tira estas pessoas da sociedade, tem o dever de manter os seus direitos. Para ele, o problema só seria resolvido se o Paraná fosse dividido em área metropolitanas e a segurança fosse descentralizada da capital. Há um esquecimento político do interior e sua população, disse. (S.L.)





