'Melhor não privilegiar ninguém'
Para o presidente da Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil), Nilvado Benvenho, a decisão de não construir quiosques foi ''correta''. Ele afirma muitos ex-proprietários dos quiosques já se organizaram em outros espaços e estão lucrando muito mais.
Ainda de acordo com Benvenho, para atender a região do Calçadão, há um estudo sobre revitalização do antigo Cine Augustus. ''Já estamos com o parecer pedido pela Câmara de Vereadores, aguardando a aprovação da Parceira Público Privada (PPP). Após a desapropriação, o local será reformado e só então, será decidido sobre a alocação do espaço'', afirma.
O vice-presidente do Sindicato de Hotéis, Bares, Restaurantes e Similares, Alzir Bocchi, também aprova a decisão do prefeito. ''Se houvesse licitação, hoje os quiosques seriam padronizados, mas dentro de alguns anos estariam todos sucateados'', justifica. ''Os quiosques atrapalhavam o acesso das pessoas e impediam a visualização da cidade.''
Entre os londrinenses ouvidos pela reportagem, a decisão não é consenso. ''O Calçadão ficou melhor sem os quiosques, mas é preciso investir em reformas e na manutenção do espaço'', afirma a auxiliar de escritório Fátima Oliveira. Já o vendedor Aguinaldo Mendes diz que sente falta dos quiosques. ''Era bem mais prático dar uma paradinha para tomar um suco ou comer um salgado.''
Proprietário de uma banca de jornais e revistas que ficava próximo à Concha Acústica por 37 anos, José Tito de Souza afirma que foi prejudicado, mas ainda prefere que não haja licitação. ''Melhor não privilegiar ninguém do que colocar outras pessoas em nosso lugar, já que eles disseram que não iriam dar preferência para os antigos proprietários'', afirma Tito, que desde a retirada do estabelecimento, em agosto de 2010, transferiou a banca para uma sala do Centro Comercial. (Micaela Orikasa e Marcos Roman)





