MEIO AMBIENTE - ONG de Londrina recolhe material em 100 municípios
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 13 de julho de 2016
Simoni Saris<br>Reportagem Local 

Enquanto o acordo setorial e o termo de compromisso não vêm para consolidar a logística reversa, a ONG E-Lixo, criada em Londrina em 2008, é a única responsável no município por coletar e dar uma destinação correta ao lixo eletroeletrônico. Há oito anos, quando começou a funcionar, a ONG recebia entre seis e oito toneladas mensais de resíduos. Hoje, são 60 toneladas a cada mês.
Além de Londrina, a entidade recebe descarte de mais de 100 cidades paranaenses. "Algumas ações nossas fizeram com que a demanda pelo serviço oferecido por nós aumentasse, mas a população vem gerando a cada dia mais lixo eletrônico", atesta o diretor da ONG, Alex Gonçalves. "A população começa a consumir produtos eletroeletrônicos muito cedo. O uso da tecnologia pela juventude fez aumentar esse tipo de lixo. Aliado a isso, ainda tem o financiamento fácil e a inviabilidade do conserto."
Todo o material que chega à E-Lixo é avaliado e o que pode ser reaproveitado é doado a entidades assistenciais ou vendido. O que não tem mais utilidade é desmontado e os componentes são separados por categoria e enviados às indústrias, que os utilizam como matéria-prima. "Eu acredito que os números que temos sobre a produção desse tipo de resíduo não são muito reais. A gente não coleta nem 1% do que é gerado. O volume de lixo eletroeletrônico pode ser maior e vai aumentar ainda mais", disse Gonçalves.
O investimento no setor de coleta do material eletroeletrônico cuja vida útil já chegou ao fim e a melhoria na logística e na desmontagem desses resíduos, aponta o diretor da E-Lixo, seriam formas de amenizar os danos ambientais causados pelo descarte irregular. "Seriam necessários investimentos dos próprios fabricantes do setor para tornar esse mercado atrativo. Ao poder público caberia a fiscalização."


