O hábito de jogar resíduos nas proximidades dos leitos – assim como o assoreamento causado pelas erosões em terrenos e buracos do asfalto, o despejo de esgotos irregulares, a ocupação irregular de fundos de vale e a poluição gerada por indústrias – é uma das grandes ameaças à saúde das dezenas de mananciais que nascem ou que passam pela área urbana de Londrina.
  Além de uma malha hídrica generosa, Londrina apresenta uma condição única para cidades do mesmo porte, pois a concepção urbanística manteve abertos os leitos dos córregos, permitindo visualizar e preservar mais facilmente a qualidade da água. Mas o que se vê hoje na cidade são situações contrastantes, com trechos de água límpida mesclados por cenas desoladoras, em que córregos e lagos se transformam em depósito de resíduos a céu aberto e o assoreamento faz leitos caudalosos virarem espelhos d’água.
  Para o ambientalista João Batista Moreira Souza, integrante do Instituto Ecomotrópole, as condições dos rios urbanos são fruto da qualidade dos serviços oferecidos no município.
O secretário municipal de Ambiente, Carlos Levy, admite que o assoreamento é um dos problemas causados pela falta de consciência da população e pela erosão, originada, muitas vezes, em obras irregulares. Segundo ele, a Sema está dando início à fiscalização com pessoal próprio em terrenos e obras, com aplicação de multas.


● Este tipo de sedimentação de detritos pode causar redução da correnteza e, no Brasil, é uma das causas de morte de rios


● Pessoa que por convicção ou profissão está ligada à preservação do meio ambiente e das condições de vida e existência na Terra

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